Araraquara vive iminência de epidemia de dengue

Para ampliar trabalho de prevenção, prefeitura ampliou até para sorteiro de televisores

Gustavo Porto, Agência Estado

09 de abril de 2008 | 12h04

Líder em casos dengue no Estado de São Paulo em 2008, com 589 confirmações desde janeiro, ante 354 durante 2007, Araraquara está na iminência de enfrentar sua primeira epidemia da doença na história. Com 200 mil habitantes, a cidade no interior paulista somava, até terça-feira, 8, 294,5 casos por 100 mil habitantes, a apenas seis do limite para uma epidemia, de 300 casos por 100 mil habitantes. Outros 49 casos suspeitos da doença ainda estão sob avaliação e um novo levantamento deve ser divulgado até sexta-feira. Veja também: Especial - Acompanhe o avanço da dengue  Com médicos, Rio vai abrir dois centros antidengue nesta terçaPrédio vizinho a hotel de delegação médica tem foco de AedesMédicos confirmam que Diego Hypólito está com dengueBrasil deve se preparar para ameaça maior de dengue, diz OMS A prefeitura da cidade apelou para sorteios e até telemarketing na tentativa de evitar o avanço da dengue. Esta semana, serão entregues quatro televisores de 29 polegadas a moradores sorteados escolhidos aleatoriamente para vistorias. Para receberem o prêmio, os ganhadores e os três vizinhos de cada lado não poderiam ter focos de dengue em suas residências. Em um dos casos, um vizinho impediu que o morador fosse premiado. A partir da próxima semana, a prefeitura local inicia uma campanha de telemarketing para alertar, por meio de telefones, moradores de casas da mesma quadra onde houver algum caso de pessoas contaminadas. A medida foi adotada em São José do Rio Preto, no ano passado, com sucesso. Outra ação são os mutirões de limpeza na cidade com o intuito de eliminar criadouros do Aedes aegypti, que já recolheram 100 toneladas de lixo em abril. Já em Ribeirão Preto, cidade vice-líder em São Paulo com 320 casos da doença, há uma suspeita de morte pela doença de uma mulher de 45 anos. A cidade registrou 645 casos confirmados em 2005, 6.438 em 2006 (quando ocorreu uma epidemia) e 2.690 casos em 2007.

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