STR/AFP
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Argentina autoriza uso de vacina da AstraZeneca contra covid

País começou imunização na terça-feira, com Sputnik V, e também já autorizou uso da vacina da Pfizer com a BioNTech

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2020 | 16h16
Atualizado 30 de dezembro de 2020 | 17h12

Um dia após começar a vacinação contra a covid-19, com a russa Sputnik V, a Argentina autorizou nesta quarta-feira, 30, o uso do imunizante britânico desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford. A liberação ocorreu poucas horas após o Reino Unidos se tornar o primeiro País a permitir a aplicação da mesma vacina, de forma emergencial.

“O produto mencionado apresenta um aceitável equilíbrio de benefício-risco, permitindo sustentar o consentimento da inscrição e da autorização do produto para a indicação solicitada”, diz resolução da Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT, na sigla em espanhol). 

Segundo a organização, a vacina "deverá cumprir o Plano de Gestão de Risco (PGR) estabelecido para monitorizar de perto a segurança e eficácia do medicamento e os relatórios de progresso e as respectivas modificações devem ser apresentados ao Instituto Nacional de Medicamentos". 

A liberação tem validade de um ano. Há uma semana, a Argentina já havia liberado também a aplicação da vacina desenvolvida pela Pfizer e a BioNtech, cuja compra está em negociação.

O governo argentino tem um convênio para a produção da vacina com a AstraZeneca, em uma aliança que também inclui o México. O imunizante, que pode ser mantido em refrigeradores, deve ser adquirido por cerca de US$ 2,50, por dose. O País também planeja fabricar 3 milhões de doses em 2021.

Segundo a AstraZeneca, a aprovação é válida para pessoas com 18 anos ou mais, com a aplicação de duas doses em intervalo entre quatro e 12 semanas. A empresa tem um contrato para fornecer 22,4 milhões de doses para o País em 2021. “Começa uma nova etapa neste processo. Nós nos sentimos esperançosos e confiantes em alcançar o que nós propusemos fazer desde o início: acesso amplo e equitativo, sem lucro durante a pandemia”, declarou Agustín Lamas, presidente da AstraZeneca no Cone Sul.

No Brasil, a AstraZeneca se reuniu com a Anvisa nesta quarta-feira para discutir a aprovação da vacina.  Na reunião, ficou definido que o pedido de autorização para uso emergencial da vacina será feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que é o laboratório parceiro da farmacêutica no País. A Fiocruz deve pedir o registro à agência na próxima semana. O governo brasileiro investiu R$ 1,9 bilhão para compra, processamento e distribuição de 100 milhões de doses do imunizante.

Por enquanto, não há notícias de outros países que liberaram essa vacina, a qual chegou a receber críticas pela não divulgação completa de dados e a aplicação de meia dose incorretamente em alguns participantes, dentre outras falhas. Os estudos com o imunizante ainda estão em andamento em diversos países.

Nos Estados Unidos, o assessor-chefe da Operação Warp Speed, Moncef Slaoui, declarou nesta quarta-feira, que estima que os estudos com 29 mil participantes sejam concluídos a tempo de aprovar o imunizante em abril de 2021. 

Já no Chile, a AstraZeneca decidiu fechar o recrutamento de novos voluntários, o que aumentou a expectativa de uma aprovação do imunizante no País. “O que está por vir é que podemos idealmente ter a aprovação de Instituto de Saúde Pública o mais rápido possível", disse o médico Sergio Vargas, um dos coordenadores dos testes no País. Uma fonte da agência Reuters afirmou que uma aprovação emergencial pode ocorrer em algumas semanas ou até dias.

Também nesta quarta-feira, a Agência Europeia de Medicamentos alegou que necessita de “informação científica adicional sobre a qualidade, a segurança e a eficácia” da vacina antes de liberá-la na União Europeia. Declaração semelhante foi emitida por autoridades do Canadá./COM INFORMAÇÕES DA AP, EFE E REUTERS

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