Argentina confirma morte pela gripe na fronteira com Brasil

Homem, de 36 anos, que morreu no sábado, 20, no Distrito de Eldorado, não pertencia a nenhum grupo de risco

Marina Guimarães, da Agência Estado e Reuters,

24 Junho 2009 | 17h18

Autoridades sanitárias da Província de Misiones, na Argentina, na fronteira com o Brasil, confirmaram nesta quarta-feira, 24, a primeira morte provocada pelo vírus da gripe suína, rebatizada de influenza A (H1N1) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), fora de Buenos Aires.

 

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O homem, de 36 anos, que morreu no sábado, 20, no Distrito de Eldorado, não pertencia a nenhum grupo de risco, segundo as autoridades. Atrás do México e dos Estados Unidos, a Argentina é o terceiro país com o maior número de mortes provocadas pela gripe suína, com 18 vítimas. O país registra até o momento 1.294 casos da doença.

 

O presidente da Sociedade Argentina de Infectologia, Pablo Bonhevi, afirma que a enfermidade chegará ao ponto máximo dentro de três semanas, com a queda da temperatura. Hoje foi o dia mais frio do ano em Buenos Aires e arredores, quando os termômetros marcaram zero grau.

 

O Ministério de Saúde recomenda aos eleitores que votarão no domingo (28) que mantenham um metro de distância entre si para evitar contágio. O governo da Província de Buenos Aires isolou um hospital com 120 leitos para atender somente os casos de influenza A (H1N1) e distribuiu várias unidades médicas móveis para prestar assistência à população mais carente.

 

Hospitais

 

A Argentina começou a reforçar os hospitais do país após um aumento no número de mortes pela gripe H1N1 e de os casos da doença lotarem os prontos-socorros na capital e em suas redondezas.

 

O país confirmou 18 mortes pela nova cepa de vírus, também conhecida como gripe suína, colocando a Argentina em terceiro lugar no número de casos fatais, ficando atrás do México e dos Estados Unidos. O Ministério da Saúde argentino confirmou 1.294 casos da doença.

 

Autoridades médicas suspenderam as cirurgias sem urgência em muitos hospitais a fim de liberar leitos para os casos de gripe.

 

O governo também enviou clínicas móveis aos bairros pobres e reservou um hospital na municipalidade de Malvinas Argentinas, na região de Buenos Aires, para atender exclusivamente os casos de gripe.

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