Argentina é 3º país com mais mortes pela gripe suína do mundo

Vizinho fica atrás do México e dos EUA; governo instala unidades médicas móveis e reserva leitos de hospitais

Marina Guimarães, da Agência Estado,

24 Junho 2009 | 10h39

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BUENOS AIRES - A Argentina é o terceiro país no mundo com mais mortes provocadas pela gripe suína. Com 17 vítimas até a noite de terça-feira, 23, de acordo com o Ministério de Saúde, a Argentina fica atrás só do México, com 113, e dos Estados Unidos, com 87.

 

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O país acumula 1.294 casos da doença confirmados pelo governo e outras 967 análises estão em processo de avaliação. Estão internados 111 pacientes. Destes, 75 respiram com ajuda de respiração artificial, na capital federal e na Província de Buenos Aires, onde se concentram os casos da enfermidade e as mortes.

 

Novas medidas para enfrentar a epidemia foram adotadas, com a instalação de unidades médicas móveis em centros nevrálgicos para atender às consultas da população mais carente. Uma ampla campanha de conscientização para evitar o contágio também é veiculada na rádio e na TV.

 

Entre as recomendações, as autoridades sanitárias pedem que as pessoas não se cumprimentem com beijos, que lavem as mãos com maior frequência e evitem os lugares de grandes concentrações de público. Também é aconselhado o autoisolamento diante dos sintomas da gripe suína.

 

Cirurgias

 

O secretário de Saúde da Província de Buenos Aires, Claudio Zin, anunciou que serão realizadas somente cirurgias de emergência. O objetivo é deixar mais leitos disponíveis nos hospitais para atender os pacientes contagiados com a gripe suína.

 

"A reprogramação de cirurgias será feita em todos os hospitais da zona urbana, que é onde existe uma circulação externa do novo vírus gripal", disse. Zin também informou que as ocorrências mais graves na província serão concentradas num só hospital, que ficará disponível para atender somente os pacientes com a influenza A.

 

A secretaria de Saúde pedirá ajuda de médicos aposentados para atender a população durante o inverno. Zin explicou que os estudantes de último ano de medicina e os residentes também serão convocados para realizar tarefas de apoio ambulatorial.

 

"Cada ano, 10% da população contraem gripe durante o inverno. Se somamos uma porcentagem similar de pessoas que se consultam pela gripe A, é de esperar que exista uma demanda hospitalar superior à capacidade de atenção, e precisamos enfrentar a situação com novas estratégias", reconheceu.

 

O vírus propagou-se rapidamente pela Argentina desde que o primeiro caso foi confirmado, em 7 de maio, por causa da chegada do inverno. O Chile é o país da região com a maior quantidade de casos: 5.186 contagiados e sete mortes.

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