Argentina, Paraguai e Uruguai emitem alerta para febre amarela

Países que fazem fronteira com o Brasil aconselham cidadãos a se vacinarem contra a doença antes de viagem

Agências internacionais,

12 de janeiro de 2008 | 11h47

A confirmação de dois casos de febre amarela silvestre em humanos no País fez pelo menos três nações que fazem fronteira com Brasil recomendar oficialmente, neste sábado, 12, a vacinação de seus cidadãos que pretendam viajar rumo ao País. Argentina, Paraguai e Uruguai aconselharam a vacinação contra a febre amarela às pessoas que  devem viajar ao Brasil – um dos principais destinos dos turistas  sul-americanos em plena temporada de férias de verão.    Veja também: Febre amarela pode ter matado fazendeiro espanhol, em Goiás Febre amarela pode ter matado aposentada em Goiás Mosquitos analisados em Brasília não têm vírus da febre Macaco morto em Brasília não tinha febre amarela   Paulistano espera 6 horas por vacina contra febre amarela       Em comunicado, o Ministério da Saúde do Paraguai afirma que em 1950 foram  registrados os três últimos casos fatais da febre amarela no  Paraguai.  A Embaixada do Brasil em Assunção indicou em uma nota que as  pessoas que desejam entrar no território brasileiro devem se  vacinar, no mínimo, dez dias antes da viagem. E m Buenos Aires, capital argentina, várias pessoas tem enfrentado filas para  tomar a vacina contra a doença. Na quinta-feira, 10, pelo menos 3 mil pessoas enfrentaram mais de sete horas de fila para a imunização.   O ministério da Saúde argentino divulgou comunicado que ressalta que os turistas que embarcarem para o litoral sul brasileiro não precisam ser imunizados. No entanto, devido à grande procura, o ministério habilitou mais dois locais de vacinação na capital do país.  Em comunicado, o Ministério de Saúde Pública do Uruguai também recomendou às pessoas que vão viajar ao Brasil, em especial para áreas rurais e de selva, que se vacinem contra febre amarela com no mínimo dez dias de antecedência.    O comunicado indica, porém, que as cidades costeiras, incluindo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Fortaleza não são áreas com risco de transmissão.     Casos no Brasil   Até o momento, o Ministério da Saúde do Brasil registrou 15 notificações, procedentes dos Estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal. Três casos foram descartados, dois foram confirmados e o restante está ainda em investigação.     O primeiro caso confirmado é o do administrador de empresas Graco Abubakir, de 38 anos, que morreu em um hospital de Brasília na segunda-feira, 7. A hipótese do Ministério da Saúde é a de que Abubakir tenha sido contaminado quando esteve em cachoeiras do município goiano de Pirenópolis, a 150 quilômetros de Brasília, nos feriados de final do ano. O outro caso é de uma jovem paulistana, que está internada no Hospital São Luiz, na zona sul de São Paulo. Ela teria contraído a doença durante uma viagem ao Mato Grosso do Sul. A paciente não estava vacinada contra febre amarela.        Sintomas e prevenção   Com o aumento do número de notificações, o ministério preparou um protocolo para que serviços de saúde saibam identificar um caso suspeito: pessoas com febre aguda, acompanhada de icterícia ou hemorragia, que vive ou visitou área de risco para febre amarela silvestre nos últimos 15 dias e que não tenha sido vacinada contra a doença nos últimos dez anos.   Para se prevenir, as pessoas que forem para áreas de risco devem se vacinar. A vacina é administrada em dose única a partir dos 9 meses e vale por 10 anos. Ela é gratuita e está disponível em postos de saúde. A vacina deve ser aplicada dez dias da viagem para área de risco , mas é dispensável para quem não pretende viajar ou não mora nesses locais. No caso de doença febril, recomenda-se adiar a vacina.

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