Asmaa Waguih/Reuters
Asmaa Waguih/Reuters

Arqueólogo egípcio Zahi Hawass populariza chapéu de Indiana Jones

Objeto virou símbolo da profissão; lucros vão para construção de museu para crianças

Efe

17 Janeiro 2011 | 20h16

CAIRO - O arqueólogo mais famoso e midiático do Egito, Zahi Hawass, popularizou no último ano o chapéu de aba larga, que até agora era relacionado a Indiana Jones e cuja venda disparou entre os turistas que visitam o país.

"O chapéu se transformou em um símbolo da arqueologia", afirmou Hawass em declarações à agência Efe, em que se mostrou muito satisfeito pelas boas vendas do acessório, cujos lucros se destinam integralmente à construção de um museu para crianças no Cairo.

Após um ano de vendas em duas lojas no centro da capital do Egito, foi comercializada uma centena de chapéus a 200 libras egípcias a unidade, aproximadamente R$ 57, mas também é possível adquirir o artigo pela internet e nos Estados Unidos.

A livraria da Universidade Americana do Cairo é um dos lugares em que se pode encontrar esse particular souvenir. O estabelecimento costuma receber visitas de turistas em busca de livros especializados em egiptologia, embora um bom número deles acabe parando em frente aos chapéus e termine provando algum, talvez imaginando grandes aventuras à sombra das pirâmides.

O encarregado da livraria, o cubano Dax Bennett, explicou à Efe que as vendas "foram um sucesso" no último ano, e atribuiu os bons resultados à popularidade de Hawass, que com seu cargo de secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades tornou-se a cara da arqueologia no Egito.

Hawass explicou que, no último ano, a venda dos chapéus arrecadou mais de 200 mil libras egípcias (quase R$ 58 mil), tanto nas lojas do Cairo como em outros sistemas de distribuição.

O arqueólogo, que também é vice-ministro da Cultura do país, destacou o valor sentimental de um objeto que o acompanhou desde o início de sua carreira. "É meu símbolo, usei o chapéu durante muitos anos e fiz muitos descobrimentos arqueológicos com ele", lembrou o egiptólogo, que é presença constante em emissoras de televisão como Discovery Channel e National Geographic.

Consciente de sua projeção internacional, Hawass brinca de explorar o mito contemporâneo do arqueólogo aventureiro, exibindo o chapéu em todo tipo de evento, desde apresentações de novos descobrimentos até reuniões com importantes líderes mundiais.

De fato, o acessório não só o popularizou entre os turistas, como serviu de presente ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em sua última visita ao Egito, em 2009. "Há muitos habitantes que usam esse chapéu, além de personalidades importantes", ressaltou.

"Até George Lucas perguntou por eles quando veio ao Egito", lembrou o arqueólogo, que destacou que não se trata apenas de um produto para turistas fãs de múmias e hieróglifos.

"Fico muito contente pelo fato de que meu chapéu esteja contribuindo para construir o que será o museu para crianças mais importante do Oriente Médio", destacou. O espaço, administrado pela Fundação Suzanne Mubarak, esposa do presidente Hosni Mubarak, ainda está em construção, e terá como objetivo explicar a história do Egito e ajudar os menores a compreender a riqueza natural e cultural do país onde vivem.

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