Bernat Armangue/AP
Bernat Armangue/AP

Arqueólogos israelenses descobrem banhos romanos de 1.800 anos

Descoberta indica que cidade romana erguida após destruição de Jerusalém era maior do que se pensava

EFE, EFE

22 Novembro 2010 | 15h59

Uma equipe de arqueólogos israelenses anunciou nesta segunda-feira o descobrimento de uma casa de banhos romana de 1.800 anos, provavelmente utilizada pelos soldados da décima legião que ocupavam Jerusalém século 2 d.C.

 Os restos arqueológicos foram achados durante escavações no bairro judaico para a construção de um moderno Mikve, ou banho ritual judeu.

 

"Durante a escavação encontramos várias banheiras engessadas dentro de uma piscina, com um encanamento lateral para encher com água", explica em comunicado Ofer Sion, diretor da escavação da Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI).

 

A nota acrescenta que "no fundo da piscina há um pavimento de mosaico branco e os azulejos apresentam símbolos impressos da Décima Legião romana".

 

O descobrimento é muito importante, ressalta no comunicado o professor Yuval Baruch, da AAI, porque "ainda não se tinha encontrado no bairro judaico (da Cidade Antiga) nada que pertencesse à legião romana, o que tinha levado à conclusão que a cidade fundada na época romana após a destruição de Jerusalém, chamada de Aelia Capitolina, era pequena e com uma área limitada".

 

 As ruínas dos banhos indicam que a cidade romana "era consideravelmente maior do que se tinha imaginado previamente", acrescenta o especialista.

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