Adriano Alecchi/ Domínio Público
Adriano Alecchi/ Domínio Público

Arquiteto Vittorio Gregotti morre aos 92 anos com coronavírus

O mestre da arquitetura italiana moderna estava internado em um hospital de Milão para tratar uma pneumonia agravada pela covid-19

Agência, Efe

15 de março de 2020 | 17h26

O arquiteto italiano Vittorio Gregotti, um dos mais reconhecidos do país, morreu hoje aos 92 anos idade em um hospital em Milão devido a complicações de uma pneumonia após contrair o coronavírus.

O presidente da Trienal de Milão, o arquiteto Stefano Boeri,  noticiou a morte de Gregotti nas redes sociais, a quem ele elogiou como "um mestre da arquitetura internacional". Mas também como "ensaísta, crítico, editorialista, polemista, estadista que contribuiu para a história da cultura  italiana "especialmente como arquiteto". "Que grande tristeza", disse ele.

O arquiteto foi internado na clínica milanesa San Giuseppe para tratar uma pneumonia agravada com o coronavírus, que afeta especialmente a parte norte da Itália.

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Gregotti, que nasceu em Novara, em 1927, foi um dos grandes arquitetos italianos, considerado um dos mestres do século 20, com seus desenhos marcados pela simplicidade de forma, ordem e precisão.

Participou do projeto do estádio olímpico da cidade espanhola Barcelona e outras instalações esportivas, como o estádio de futebol francês Nimes ou do italiano Genova. 

Gregotti estava no projeto para remodelar o Estádio Olímpico de Barcelona e o desenho geral do Anel Olímpico de Montjuic para os Jogos de 1992 com os arquitetos Carles Buxade, Joan Margarit, Alfonso Milà e Federico Correa.

Ele se formou em arquitetura em 1952 pela Politécnica de Milão e, ao longo de suas mais de seis décadas de atividade, atuou como professor nas faculdades de Veneza, Milão ou Palermo, além de dar aulas em metade do mundo, de Buenos Aires a Harvard ou Cambridge.

Ele participou de inúmeras exposições internacionais e foi o responsável pela seção introdutória da 13ª Trienal de Milão em 1964, que lhe deu o Grande Prêmio Internacional. 

Ele também foi diretor da seção de artes visuais e Arquitetura da Bienal de Veneza, foi nomeado "honoris causa" em Praga e Romênia e é membro honorário do "Instituto Americano de Arquitetos".

Muito do seu pensamento foi publicado na prestigiada revista Casabella, que ele próprio dirigiu entre 1982 e 1996, além de vários jornais italianos nos quais colaborou esporadicamente. 

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