Kin Cheung/AP Photo
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Do H1N1 ao coronavírus: as 6 vezes em que a OMS decretou emergência global de saúde pública

Decreto é feito quando doença se alastra de maneira inesperada e supera as fronteiras do país que foi inicialmente afetado

Redação, O Estado de S. Paulo

31 de janeiro de 2020 | 06h36

SÃO PAULO - A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou emergência de saúde pública de interesse internacional nesta quinta-feira, 30, em razão do surto de coronavírus que se espalha pelo mundo. Mas esta não é a primeira vez que a entidade adota esse tipo de medida - é a sexta.

Segundo a OMS, a medida é tomada quando um evento com implicações para a saúde pública ocorre de maneira inesperada e supera as fronteiras do país inicialmente afetado, demandando uma ação internacional imediata.

Confira a seguir as seis vezes em que a medida foi acionada: 

  1. O primeiro anúncio aconteceu em 2009, durante a pandemia do vírus H1N1. A gripe suína se espalhou rapidamente e o Brasil chegou a atingir a posição de País com maior número de mortes, totalizando 557 óbitos em agosto daquele ano, segundo balanço do Ministério da Saúde. Por causa da propagação da doença, a OMS parou de divulgar balanços com o número de casos e mortes em julho, quando havia 94.512 casos e 429 mortes confirmados em todos os países afetados.

     

  2. Em maio de 2014, o comitê de emergência entendeu que a propagação do vírus causador da poliomielite, que se alastrava por países como Afeganistão, Camarões, Etiópia e Israel, se encaixava no perfil de emergência de saúde pública de interesse internacional. Os dados do final de 2013 apontavam que 60% dos casos estavam relacionados com a disseminação internacional do vírus.

     

  3. A medida foi acionada novamente em agosto de 2014, desta vez durante o surto de ebola no oeste da África, que foi classificado pela OMS, em outubro daquele ano, como a "emergência de saúde mais severa e aguda vista nos tempos modernos".

     

  4. Na quarta vez que a emergência global foi adotada, em 2016, o Brasil sofria com o crescente número de casos de microcefalia associada ao zika vírus. A recomendação dada pela entidade foi o investimento em pesquisas que ajudasse a entender os motivos da explosão de casos da má-formação no País.
  5. No ano passado, mais uma vez o ebola desencadeou o acionamento da medida. Um surto em andamento na República Democrática do Congo desde 2018 já tinha matado  1.676 pessoas - mais de dois terços de quem contraiu a doença, segundo balanço de julho de 2019.

  6. No dia 30 de janeiro de 2020, a disseminação do coronavírus, surgido na China, levou a OMS a decretar a medida. Em um mês, o vírus chegou a 20 países de 4 continentes, matando 213 pessoas e deixando 9,7 mil infectados.

Alerta mundial

De acordo com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS), braço da OMS nas Américas, os coronavírus (CoV) são uma grande família de vírus que causam doenças que variam do resfriado comum a doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV).

Os sinais e sintomas da pneumonia indeterminada são principalmente febre, dor, dificuldade em respirar em alguns pacientes e infiltrado pulmonar bilateral.

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