REUTERS/Kim Kyung-Hoon
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Asma é tema do Fórum Estadão, no dia 14 de maio

Doença será tema do Fórum Estadão Cuidados com a Asma, que ocorre no próximo dia 14 de maio, das 8h30 às 12h30, em São Paulo

Felipe Siqueira, ESPECIAL PARA O ESTADO

03 de maio de 2019 | 03h00

SÃO PAULO - Realizar o tratamento passo a passo e fazer uso contínuo dos medicamentos - e não tratar apenas crises. Para especialistas, este é o melhor caminho para lidar com a asma, doença sem cura, mas que pode ser controlada. Conhecida como bronquite asmática ou bronquite alérgica, a doença será tema do Fórum Estadão Cuidados com a Asma, que ocorre no próximo dia 14 de maio, das 8h30 às 12h30, em São Paulo.

Para o coordenador institucional de pesquisa e pneumologista pediátrico do Hospital Moinhos de Vento, Paulo Pitrez, muitas vezes, as pessoas não seguem a medicação adequada regularmente por preguiça ou até mesmo por desconhecer o tratamento. “Se o médico prescreveu certo, usando certo, o paciente consegue controlar”, diz. Uma das formas mais comuns de ministrar remédios para o tratamento da asma, por exemplo, é a ‘bombinha’. “Para a crise, tem que usar. Não faz mal e não vicia”, fala Pitrez. 

Já a médica Norma Rubini, pós-graduada em alergia e imunologia e coordenadora da Comissão de Políticas de Saúde da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, argumenta que muitas pessoas só tratam as crises, não fazendo o uso contínuo dos remédios. “Não sabemos se isso se dá por dificuldade de acesso aos medicamentos, mas, para o grande contingente, falta conscientização para aderir ao tratamento. Quando melhora o quadro clínico, o paciente para”, diz.

De acordo com a especialista, a possibilidade de poder dosar medicamentos em períodos em que o paciente não passa por crise, de forma contínua, ajudou a melhor a qualidade do tratamento. Antigamente, segundo ela, havia remédios apenas para lidar com as crises. “O paciente ia piorando sua situação, ficando mais grave, porque não interrompia o processo de inflamação”, afirma. 

Para Norma, as perspectivas futuras para o tratamento da asma envolvem, principalmente, a imunoterapia específica para alérgenos, uma vacina que consiga mudar o comportamento do organismo em relação à sensibilidade excessiva a alguns componentes e um tratamento mais personalizado aos pacientes. “A imunoterapia é mais um arsenal”, diz. “A asma não é única. Temos vários tipos. Além da incorporação da imunoterapia, temos a questão de que o tratamento tem que ser específico. A asma não é igual para todos. Hoje em dia, o tratamento é igual para todo mundo”, argumenta.

Evento ocorre no dia 14 de maio

No primeiro bloco do evento organizado pelo Estado já estão confirmados no debate Rogério Scarabel, diretor de normas e habilitação de produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Eduardo David Gomes de Sousa, analista técnico de políticas sociais da coordenação-geral de atenção especializada do Ministério da Saúde, e Stephen Doral Stefani, presidente da International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research.

Na segunda parte, cujo debate será a respeito das novas perspectivas para o tratamento, haverá a participação, entre outros, do diretor de mercado da Sindusfarma, Bruno Abreu, e de Paulo Pitrez, que é coordenador institucional de pesquisa do Hospital Moinhos de Vento, além de Norma Rubini. O interessado pode fazer sua inscrição, gratuita, por meio da internet.

A doença

De acordo com o Ministério da Saúde, vários fatores - ambientais e genéticos - podem gerar ou agravar a asma. Um deles é a exposição à poeira ou ácaros e fungos. O histórico familiar também pode contribuir para o surgimento da doença, assim como rinite e obesidade. A asma não tem cura, mas o tratamento auxilia a atenuar o problema e até mesmo fazê-lo desaparecer ao longo do tempo. Os principais sintomas da doença são: tosse seca, chiado no peito, dificuldade para respirar, respiração rápida e curta e desconforto na região do tórax.

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