Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Aspirador de mosquito ajuda no combate à dengue em Presidente Prudente

Cidade registra 641 casos confirmados, outros 2,5 mil notificados e uma morte pela doença este ano

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2019 | 01h11

SOROCABA - A Vigilância Epidemiológica está usando aspiradores de mosquito em bueiros na tentativa de reduzir a proliferação do Aedes aegypti e combater a dengue, em Presidente Prudente, no oeste paulista. A cidade registra 641 casos confirmados, outros 2,5 mil notificados e uma morte pela doença este ano. O aspirador, acoplado a um cano com rede, suga os insetos voadores que habitam o interior dos bueiros e permitem direcionar a aplicação dos inseticidas.

De acordo com a supervisora da Vigilância, Elaine Bertacco, já foram inspecionados 300 dos cerca de 10 mil bueiros e bocas de lobo existentes na cidade. A maioria continha lixo, especialmente garrafinhas e copos plásticos, que armazenam água após as chuvas. Escondidas nesses locais, as larvas proliferam e se transformam em mosquitos adultos, que saem dos esconderijos e entram nas casas em busca de alimentação. Os insetos capturados são levados para análise e, uma vez identificado o Aedes, é feita a aplicação direcionada do inseticida.

Na cidade, a preocupação com a dengue aumentou após a morte de uma mulher de 49 anos, nesta terça-feira, 7. A causa da morte foi atestada pela equipe médica da Santa Cada de Misericórdia, onde a paciente estava internada. Ela tinha histórico de diabete. Conforme a Vigilância Epidemiológica, a causa da morte ainda precisa ser confirmada oficialmente pelos exames. Em Presidente Prudente, circulam os sorotipos 1 e 2 da dengue. A presença do sorotipo 2 só havia sido constatada na cidade em 2010.

Epidemia

A prefeitura de Birigui, na região noroeste do Estado, decretou nesta terça-feira situação de epidemia por causa do avanço da dengue. Desde janeiro, a cidade registrou 2.557 casos positivos, além de 1.901 que ainda estão em investigação. Duas mortes, de um idoso de 78 anos e de uma jovem de 24, tiveram a causa confirmada como dengue. Há ainda três mortes em investigação. Por causa do aumento no número de pessoas com sintomas, a Secretaria de Saúde montou um centro de hidratação no pronto-socorro municipal.

Em São José do Rio Preto, embora o número de casos confirmados esteja em queda, um levantamento mostrou que o índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti ainda é alto. Nas áreas pesquisadas, o índice de domicílios com larvas é 1,8%, quase o dobro do recomendado pelo Ministério da Saúde. Dos 20 mil imóveis que foram vistoriados, 360 tinham criadouros com larvas do mosquito. 

A prefeitura informou que houve queda em relação ao levantamento feito em janeiro, que apontou larvas em 3,7% das casas. Rio Preto vive epidemia de dengue, com 10.346 casos confirmados e 7.409 em investigação, além de 6 mortes, este ano.

 

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