TIAGO QUEIROZ / ESTADAO
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Aspirina não aumenta sobrevivência de pacientes de covid-19, diz estudo britânico

Como o remédio ajuda a diminuir coágulos em outras doenças, ele foi testado em pacientes com o novo coronavírus que correm mais risco de ter problemas de coagulação. Dados encontrados não justificaram uso generalizado

Vishwadha Chander, Reuters

08 de junho de 2021 | 12h22

A aspirina não aumenta as chances de sobrevivência de pacientes gravemente doentes de covid-19, mostraram nesta terça-feira, 8, resultados iniciais de um dos maiores testes do Reino Unido sobre o analgésico e anticoagulante de uso comum.

Os cientistas por trás do teste, que examina uma variedade de tratamentos possíveis para covid-19, avaliaram os efeitos da aspirina em quase 15 mil pacientes hospitalizados infectados com o novo coronavírus. Como o remédio ajuda a diminuir coágulos em outras doenças, foi testado em pacientes de covid-19 que correm mais risco de ter problemas de coagulação.

"Embora a aspirina tenha sido associada a um pequeno aumento na probabilidade de sair com vida, isto não parece suficiente para justificar seu uso generalizado em pacientes hospitalizados com covid-19", disse Peter Horby, co-investigador-chefe do teste.

No estudo Recovery, pouco menos da metade dos pacientes foi selecionada aleatoriamente e recebeu 150 mg de aspirina uma vez por dia, e os restantes receberam somente os cuidados de praxe.

O teste realizado pela Universidade de Oxford também estuda a eficácia de vários outros tratamentos, e foi o primeiro a mostrar que o esteroide amplamente disponível dexametasona pode salvar vidas de pacientes com casos graves de covid-19. O estudo com a aspirina não apontou nenhuma mudança significativa no risco de os pacientes degenerarem para uma ventilação mecânica invasiva.

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