Assassinos não poderão tirar licenças médicas na Suécia

Decisão pode valer também para outros crimes graves e vale mesmo depois de criminosos cumprirem suas penas

AP,

19 de janeiro de 2009 | 17h45

A autoridade nacional de saúde da Suécia disse nesta segunda-feira, 19, que irá recusar licenças para praticar a medicina a pessoas que já tenham sido condenadas por assassinato ou outros crimes graves, mesmo depois de pagarem sua dívida com a sociedade.  A decisão vem depois de um debate feroz no país nórdico sobre o direito de pessoas condenadas por crimes violentos de serem admitidas em cursos de medicina, mesmo depois de terem cumprido suas penas.  "Nós não pensamos que um assassino condenado pertença ao sistema de tratamento da saúde", disse Johan Carlsson National, porta-voz do Conselho de Saúde e Previdência Social. Mas ele disse que decisões relacionadas a outros crimes graves serão feitas caso a caso.  A questão surgiu há um ano, quando o suposto simpatizante neonazista Karl Svensson foi expulso do curso de medicina do Instituto Karolinska depois que souberam que ele havia sido preso por assassinato em 1999.  O assunto voltou à tona na semana passada depois de relatos de que Svensson havia sido admitido em outro curso de medicina, na cidade de Uppsala. "Eu quero mandar um sinal claro tanto para os alunos como para a universidade: não há nenhuma chance de que a comissão de saúde vá permitir que a pessoa em questão trabalhe com tratamento de saúde", disse Carlsson. Carlsson também disse que a proibição pode se aplicar a outros crimes sérios como no caso de um estudante da cidade de Lund, acusado de estuprar uma criança.  A decisão significa que essas pessoas podem frequentar cursos de medicina, mas não conseguirão a licença necessária para praticar a profissão.

Tudo o que sabemos sobre:
saúdemedicinaSuécia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.