Assembleia de SP vai investigar clínicas de reprodução

A CPI pretende ouvir também a Vigilância Sanitária, o Conselho Regional de Medicina e as secretarias de Saúde

AE, Agência Estado

10 Setembro 2009 | 09h27

Após o caso do médico Roger Abdelmassih, a Assembleia Legislativa de São Paulo vai investigar as clínicas de reprodução assistida do Estado. Foi aprovada na quarta-feira, 9, na casa, com 40 assinaturas, a criação de uma CPI para apurar o segmento. "O Roger será um coadjuvante nessa investigação. A ideia é passar a limpo os procedimento das clínicas", afirma o deputado Milton Flávio (PSDB), autor do requerimento. Ele não teve dificuldade para conseguir as assinaturas necessárias e obteve apoio de praticamente todos os líderes partidários, o que indica que devem começar em breve os trabalhos.

A CPI pretende ouvir também a Vigilância Sanitária, o Conselho Regional de Medicina e as secretarias municipal e estadual de Saúde de São Paulo. O leque da investigação será amplo. Vai das relações entre médicos e laboratórios a procedimentos médicos polêmicos como a sexagem (definição do sexo do bebê) e a turbinagem (aplicação de citoplasma de óvulos de mulheres jovens em óvulos de mulheres mais velhas).

"Existem métodos terapêuticos e comportamentais que podem levar um casal à gravidez sem recorrer a reprodução in vitro, que custa muito caro. Isso não pode ser uma mercadoria. As clínicas têm a obrigação de esclarecer o paciente sobre todas as opções", afirma o deputado. Segundo dados do Sistema Nacional de Embriões da Anvisa, até 2009 foram congelados no Brasil cerca de 5.539 embriões, nos 33 bancos de células e tecidos germinativos cadastrados pelo órgão. A maioria, 58%, está em São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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