Assistência ao parto poderia salvar 3,5 milhões de vidas ao ano, diz ONU

De acordo com relatório, 2,6 milhões de crianças nascem mortas todos os anos

Efe

20 Junho 2011 | 11h59

Johanesburgo - Uma assistência ao parto adequada poderia salvar 3,5 milhões de vidas ao ano, como garante um relatório da ONU apresentado nesta segunda-feira, 20, na cidade sul-africana de Durban durante a Confederação Internacional de Parteiras realizado a cada três anos.

Pelo relatório, elaborado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), as mortes de mães e crianças em 58 países seriam drasticamente reduzidas se melhorassem os partos antes de 2015 e se fosse superado o déficit de parteiras, que chega a 350 mil profissionais.

A cada ano, 358 mil mulheres perdem a vida na gravidez ou no parto, 2 milhões de recém-nascidos morrem nas primeiras 24 horas de vida e 2,6 milhões de crianças nascem mortas, devido ao fato de o atendimento médico ser inadequado ou insuficiente, detalha o comunicado da Confederação Internacional das Parteiras.

O relatório revela que a menos que 112 mil novas parteiras sejam qualificadas, 38 dos 58 países pesquisados talvez não alcancem até 2015, um dos Objetivos do Milênio das Nações Unidas: que 95% dos partos sejam atendidos por equipes qualificadas.

Além disso, se existissem centros de saúde suficientes, aponta o relatório, que atendessem sem demora as complicações, poderiam ser evitadas muitas mortes: 61% de todos os óbitos maternos, a metade das mortes prévias ao nascimento e 60% das mortes de recém-nascidos.

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