Associação descarta prejuízos no atendimento à população por causa de greve de residentes

Cerca de 80% aderiram à paralisação; categoria pede reajuste de 38,7% na bolsa, mas governo propõe 20%

Agência Brasil

18 de agosto de 2010 | 16h07

BRASÍLIA - O presidente da Associação Brasiliense de Médicos Residentes (Abramer), Cássio Rodrigues, afirmou que os atendimentos na rede pública de saúde não serão prejudicados por causa da paralisação da categoria. Ao todo, mais de 22 mil médicos residentes em todo País devem entrar em greve até o final da semana.

Segundo a Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), 80% da categoria já aderiu à greve. Eles reivindicam aumento de 38,7% da bolsa-auxílio, que, atualmente, é de R$ 1.916,45. Os ministérios da Saúde e da Educação propõem um reajuste menor, de 20%.

“Os residentes não são os responsáveis diretos pelos atendimentos. Mas o que acaba acontecendo é que fazem o trabalho do médico. Com a paralisação, os médicos vão ter que trabalhar efetivamente, caso contrário o atendimento será prejudicado”, disse o presidente da Abramer.

No Hospital de Base do DF, um dos mais movimentados da região, o atendimento ocorre normalmente e nenhuma consulta foi desmarcada por falta de médicos. Segundo a direção do hospital, o impacto da falta dos residentes deve ser sentido nos próximos dias, principalmente no ambulatório.

Os cerca de 10 mil médicos residentes do Estado de São Paulo vão discutir se continuam a greve ou se aceitam a proposta do governo durante assembleia nesta quinta-feira, 19. No Distrito Federal, os residentes recusaram na última terça a proposta do governo e decidiram manter a greve.

De acordo com a ANMR, a categoria está discutindo se aceita a proposta de 20% do governo, mas a tendência é que a greve continue por tempo indeterminado.

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