Astronautas instalam última sala dos EUA na estação espacial

IRENE KLOTZ, REUTERS

01 Março 2011 | 17h12

Os astronautas que tripulam a Estação Espacial Internacional posicionaram delicadamente a última parte da seção norte-americana da estação, na terça-feira, concluindo um trabalho de construção iniciado há mais de 12 anos.

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O módulo final dos Estados Unidos combina espaço de armazenagem a um laboratório de pesquisa. Anteriormente, ele era utilizado para transportar carga de e para a estação, um projeto que envolve 16 nações e custou 100 bilhões de dólares. O módulo reaproveitado, antes conhecido como Leonardo, foi a principal carga do ônibus espacial Discovery, que foi lançado em 24 de fevereiro para sua 39a e última missão espacial.

"Depois de todos esses anos de construção, chegamos ao fim", disse Josh Byerly, o comentarista da Nasa para a missão.

Nicole Stott e Michael Barratt, astronautas do Discovery, utilizaram o guindaste robotizado da estação para retirar o módulo de 14 toneladas, agora chamado Módulo Multipropósitos Permanente, do compartimento de carga do ônibus espacial e acoplá-lo ao módulo Unity, o pólo de conexão da estação espacial. Às 12h05, o novo módulo foi fixado em sua posição, enquanto a estação orbitava 350 quilômetros acima da África.

"Obrigado pelo módulo da armazenagem", disse Scott Kelly, comandante da estação, em mensagem ao controle de missão em Houston. "Estávamos precisando muito dele."

Ainda que o lado norte-americano da estação esteja agora completo, a Rússia ainda planeja acrescentar um laboratório de pesquisa à sua seção.

A construção da estação especial foi iniciada em 8 de dezembro de 1998, quando o módulo de conexão Unity foi acoplado ao Zarya, o módulo central da estação, lançado pelos russos. De lá para cá, sucessivas tripulações instalaram três laboratórios, uma sala de estar e uma série de corredores de conexão, escotilhas, portas de atracação e uma sala de observação heptagonal conhecida como "cúpula".

No mês que vem, a estação receberá seu mais dispendioso instrumento de pesquisa, o detector de partículas Alpha Magnetic Spectrometer, que custou 2 bilhões de dólares e examinará raios cósmicos para tentar obter informações sobre como o universo se formou. O aparelho será a carga principal do ônibus espacial Endeavour, que será lançado em 19 de abril para sua última missão.

A Nasa planeja uma última missão de carga à estação em junho, na qual o ônibus espacial Atlantis transportará suprimentos suficientes para um ano. Depois disso, os ônibus espaciais serão entregues a museus. Charlie Bolden, administrador da Nasa, disse que o destino dos ônibus espaciais aposentados deve ser decidido em abril.

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