Até 400 homens do Exército trabalharão contra dengue no Rio

Nelson Jobim confirma que integrantes das Forças Armadas vão agir na identificação de focos do transmissor

da Redação,

25 de março de 2008 | 14h03

As Forças Armadas vão agir em duas frentes para o combate à dengue no Rio de Janeiro, explicou nesta terça-feira, 25, o ministro da Defesa, Nelson Jobim. A primeira delas será o auxílio à identificação e limpeza de focos do mosquito 'Aedes aegypti'. A segunda, diagnóstico e atendimento prévio dos pacientes em barracas de campanha. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que o gabinete de crise vai se reunir ainda nesta terça para definir como serão feitas as ações em conjunto com as Forças Armadas.  VEJA TAMBÉM Especial - A ameaça da dengueCariocas terão cartão para acompanhar evolução da dengueMinistério vai contratar 660 para enfrentar dengue no RioTemporão critica 'saúde precária' da Prefeitura do RioPara infectologista, SP corre risco de epidemia de denguePara governo, dengue cresce no Rio por falta de agentes Dengue atinge status de epidemia no Rio  "Estas foram as duas definições até o momento. E é evidente que os militares cumprirão na linha que for definida pelo ministro Temporão", declarou Jobim. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, também informou sobre a parceria entre os dois ministérios e declarou, durante o lançamento do Plano Nacional de Enfrentamento à Aids e às DSTs, que as barracas de campanha não serão improvisadas. "Barraca não é um termo muito estimulante, mas são espaços muito confortáveis com cadeiras e ar condicionado, onde enfermeiros e médicos estarão atendendo às pessoas. Não serão pontos de acesso, nós teremos um sistema em que as pessoas nos hospitais, prontos-socorros, centros e unidades de saúde vão ser avaliadas por equipes volantes que vão selecionar os casos que necessitam de um cuidado imediato", disse Temporão. Nelson Jobim também alegou que não está definido quantos homens vão ser disponibilizados pelo ministério da defesa para trabalhar no combate à doença no Rio, mas estimou o número entre 300 e 400. O ministro da Defesa acrescentou ainda que não faz "juízo político do problema" e que as forças estão em contato direto com o gabinete de crise do ministério da saúde, seguindo orientações de Temporão. (Com informações da Agência Brasil)

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