Até cardíacos e diabéticos podem chegar aos 100, diz estudo

Tratamento médico agressivo pode prolongar a vida de idosos doentes, de acordo com a pesquisa feita nos EUA

Associated Press,

11 de fevereiro de 2008 | 19h00

Viver até completar 100 anos é Amis fácil do que parece: uma pesquisa surpreendente concluiu que até mesmo pessoas que desenvolvem problemas cardíacos ou diabete na terceira idade têm uma chance razoável de assistir a um século inteiro.   "Supunha-se que viver até os 100 era limitado a quem não desenvolvesse doenças crônicas", disse o médico William Hall, da Universidade de Rochester. Mas hall tem uma teoria sobre como pessoas com problemas crônicos podem conseguir chegar a essa marca.   Em editorial na edição desta segunda-feira, 11, da revista especializada Archives of Internal Medicine, que traz a pesquisa, Hall especula que a sobrevivência pode ser causada pelo modo agressivo com que os médicos tratam os problemas de saúde dos idosos, em vez de assumir a postura de que, por conta da idade, o tratamento não traria benefícios.   Para o estudo, pesquisadores da Universidade de Boston entrevistaram por telefone e realizaram exames em mais de 500 mulheres e 200 homens que haviam atingido os 100 anos. Descobriu-se que dois terços haviam evitado problemas crônicos normalmente associados ao envelhecimento.   Mas os demais, apelidados de "sobreviventes", tinham desenvolvido doenças da idade antes dos 85, incluindo pressão alta, problemas cardíacos e diabete. Mas muitos se viravam muito bem, quase tão bem quanto os colegas saudáveis.   No geral, os homens tinham uma qualidade de vida melhor que a das mulheres. Quase três quartos dos "sobreviventes" do sexo masculino eram capazes de tomar banho e trocar de roupa sem ajuda, contra um terço das mulheres.

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