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Atendimento em tempo adequado será prioridade, diz novo ministro da Saúde

Em discurso de posse, Alexandre Padilha reforçou que trabalhará na prevenção de doenças

estadão.com.br

03 Janeiro 2011 | 20h41

SÃO PAULO - O novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse em seu discurso de posse que uma das prioridades de sua gestão será garantir o atendimento de qualidade à população e em tempo adequado para o tratamento do paciente.

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Na cerimônia realizada na tarde desta segunda-feira, 3, a um público de ministros, ex-ministros, parlamentares, autoridades do setor, servidores e familiares, Padilha reforçou também que trabalhará na promoção da saúde e na prevenção de doenças, itens que compõem os pontos determinados pela presidente da República, Dilma Rousseff.

"A grande reclamação das pessoas é exatamente o não-acesso, a demora, a espera. Tenho como ministro da Saúde uma obsessão: colocar no centro do planejamento das ações em saúde neste país um esforço de perseguir a garantia do acolhimento de qualidade em tempo adequado às necessidades das pessoas", afirmou o ministro durante a cerimônia em que recebeu formalmente o comando do ministério pelas mãos de seu antecessor, José Gomes Temporão.

Padilha propôs um indicador nacional sobre a qualidade do acesso aos serviços de saúde e um mapa nacional das necessidades em saúde que auxiliasse o monitoramento da situação em todo o Brasil.

O novo gestor do Ministério da Saúde convocou ainda sua equipe, secretários municipais e estaduais, prefeitos, governadores e sociedade a participar mais ativamente. "Temos plena consciência da importância do SUS [Sistema Único de Saúde], mas temos o sentimento de que a Saúde não está no centro da agenda de desenvolvimento do País. Esse é um desafio para todos nós", disse.

Na avaliação de Padilha, a própria presidente já deu demonstrações claras de que a Saúde será uma prioridade do governo federal, ao incluir em seu discurso de posse a consolidação do SUS como prioridade.

Ao novo ministro, a presidente fez quatro pedidos formais. O primeiro é uma atenção à saúde da mulher e dos menores, o que inclui a constituição da Rede Cegonha - que leva em conta os cuidados desde a gestação até os primeiros anos das crianças - e um esforço de prevenção e reabilitação dos cânceres de mama e de colo de útero.

Dilma Rousseff também incumbiu o ministro Padilha de oferecer, por meio do programa "Aqui Tem Farmácia Popular", medicamentos gratuitos para hipertensão e diabete, além de um cuidado prioritário para a implantação de novas Unidades de Pronto-Atendimento 24 Horas (UPAs) em todo o Brasil, sem deixar de lado a importância da formação de profissionais.

"[Devemos] Implantar UPAs sem perder a dimensão da promoção da saúde e da atenção primária. Implantar UPAs não significa um descompromisso com o esforço da promoção da saúde, nem negligenciar ou abandonar equipamentos que Estados e municípios já tenham", disse Padilha. Um esforço nacional de mobilização contra a dengue e contra o crack também estarão em evidência na pauta da nova equipe que compõe o ministério. "Esse não é um desafio só da área da Saúde, envolve outros segmentos. Mas se a Saúde não liderá-lo, não protagonizar as ações de prevenção, tratamento, reabilitação e reinserção social, vamos perder a oportunidade de interromper o avanço desse problema", afirmou o ministro.

O novo ministro

Médico infectologista formado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com especialização pela Universidade de São Paulo (USP), Alexandre Padilha coordenou o Núcleo de Extensão em Medicina Tropical do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP (Numetrop/USP) entre 2000 e 2004, período que também foi coordenador de Projetos de Pesquisa, Vigilância e Assistência em Doenças Tropicais, no Pará, realizado em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e o Fundo de Pesquisa em Doenças Tropicais da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda em 2004, assumiu o cargo de diretor Nacional de Saúde Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão ligado ao ministério.

Nomeado ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência em setembro de 2009, Padilha já atuava na coordenação política do governo Lula desde agosto de 2005, quando ingressou na Subchefia de Assuntos Federativos (SAF), a qual chefiou de janeiro de 2007 até posse como ministro da Saúde.

Membro do PT, Padilha integrou a coordenação das campanhas presidenciais de Lula (em 1989 e 1994) e Dilma (2010).

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