Atendimento online aumenta procura por tratamentos de saúde mental
Conteúdo Patrocinado

Atendimento online aumenta procura por tratamentos de saúde mental

Com a pandemia e o aumento da demanda por esse tipo de atendimento, a operadora Care Plus investiu na qualificação de profissionais para as teleconsultas

Care Plus, Estadão Blue Studio
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

15 de outubro de 2021 | 08h00

A necessidade de ter cuidados com a saúde mental foi evidenciada pela pandemia. Os efeitos da crise na saúde pública se traduzem em números. Segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, em 2020, o Brasil atingiu o recorde histórico de trabalhadores que recorreram ao auxílio-doença e à aposentadoria por invalidez em decorrência de transtornos mentais e comportamentais. Ao todo, foram 576,6 mil afastamentos, um aumento de 26% na comparação com os números de 2019.

O tema é tão preocupante que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a alertar os governantes e a sociedade sobre os riscos de impactos prolongados na saúde mental mesmo depois de a pandemia ser controlada.

Nesse contexto, um recurso ganhou espaço entre os brasileiros: a telemedicina. Com o isolamento social e a necessidade crescente de buscar apoio emocional, muitos brasileiros têm o atendimento pela tela como forma de garantir o acesso a psiquiatras e psicólogos. Na Care Plus, por exemplo, na telepsicologia, o aumento do número de consultas passou dos 20.000% de março de 2020 a março de 2021, conta Ricardo Salem, diretor-executivo de Saúde da Care Plus, operadora de planos de saúde e odontológicos.

“Na sua história, a Care Plus sempre procurou ser inovadora em relação a novas tecnologias. Tanto é assim que o pronto-atendimento virtual já era oferecido antes da pandemia. Ou seja, em março de 2020 já estávamos bastante adiantados na nossa curva de aprendizado, mas ainda assim tivemos de fazer ajustes para atender o aumento da procura”, conta o diretor-executivo. A operadora investiu ainda mais nos recursos de proteção de dados dos clientes e nos recursos da plataforma online, conta.

E, com a procura crescente, foi necessário ampliar o número de profissionais e as plataformas de telessaúde. “Como esse tipo de atendimento tem algumas características próprias, investimos em treinamento para aumentar a capacidade de comunicação e assim ajudar os profissionais a tirar o máximo de informação do paciente”, diz.

Apesar dos avanços nos programas de vacinação contra a covid-19, Ricardo Salem não acredita que o brasileiro vai deixar de usar a telemedicina para cuidar da sua saúde física e mental. Como exemplo, o executivo da Care Plus cita a rotina de um morador da cidade de São Paulo. Desde a pré-consulta, quando sai de casa ou do trabalho, incluindo o atendimento até a volta, um cliente leva, em média, cerca de três horas. Com a consulta virtual se elimina a perda de tempo com o deslocamento. “A qualidade de vida tem um preço imensurável e ganhou ainda mais importância em tempos de pandemia. O tempo é cada vez mais precioso e, com os ganhos que esses recursos permitem, cada um pode administrá-lo como quiser”, explica.

Além disso, há outra razão para que as consultas online, em particular as relacionadas à saúde mental, sigam como a alternativa preferida dos clientes, explica. Como ainda existe um tabu em relação a esse tipo de tratamento, o que leva à resistência de alguns pacientes em ir ao consultório do psicólogo ou psiquiatra, a tela do computador ou do smartphone se mostram um lugar mais acolhedor e seguro, fazendo com que a procura pelas terapias aumente.

O diretor-executivo da Care Plus acredita ainda que a saúde mental seguirá relevante na vida das pessoas mesmo depois de a pandemia acabar. “Ela veio como um grande acelerador, mas a preocupação com esse tema continuará crescente. Aos poucos, cada vez mais pessoas entendem que ela é tão importante quanto a saúde física.”

Com o aumento do número de casos relacionados à saúde mental, as empresas também passaram a dar mais atenção ao tema, e muitas já o consideram prioritário na tomada de decisão. Na Care Plus, as corporações que contratam planos empresariais contam com o programa mental health, que apoia no ambiente de trabalho, inclusive entre líderes e executivos, a estruturação de estratégias voltadas aos cuidados com os funcionários. Para o diretor-executivo, o assunto deve se tornar prioridade nas organizações, com uma decisão que parta da alta liderança. Em situações que envolvam a saúde mental do colaborador, fazer uma abordagem humanizada é fundamental para buscar uma solução.

A qualidade de vida e a saúde mental durante e após a pandemia serão alguns dos temas abordados no Summit Saúde, evento promovido entre os dias 18 e 22 de outubro pelo jornal O Estado de S. Paulo. Na quinta-feira, dia 21, a partir das 11h50, o diretor-executivo da Care Plus estará ao lado da jornalista e escritora Daiana Garbin para falar sobre a Saúde mental no mundo digital - Como as novas tecnologias têm ajudado as pessoas com transtornos mentais a procurarem ajuda e aceitarem melhor o tratamento. (Leia entrevista com Daiana Garbin no box.) O Summit Saúde será transmitido em todas as redes sociais do Estadão. Para participar gratuitamente dos painéis, inscreva-se através do link.

“A pandemia nos colocou frente a frente com as nossas dores”

Daiana Garbin, jornalista e escritora, viu o aumento da busca por informações sobre saúde mental e das interações em suas plataformas

Jornalista e escritora, Daiana Garbin passou pela experiência de ter de lidar com o preconceito das pessoas ao revelar que sofria de distúrbios alimentares. O acompanhamento profissional foi fundamental para lidar com a doença, e hoje Daiana atua em plataformas digitais ao lado de médicos, psicólogos e nutricionistas para levar informação sobre a importância dos cuidados com a saúde mental.

Desde o início da crise mundial de saúde, Daiana tem registrado um aumento do número de seguidores em suas redes sociais e de dúvidas postadas em seus canais, como Instagram e YouTube. “A pandemia nos trouxe um novo olhar para a saúde mental. Nunca vi um engajamento tão grande. Quando trato de doenças como transtorno de ansiedade, depressão e transtornos alimentares, cada vez mais as pessoas comentam que já passaram pelos mesmos problemas e que enxergam ali que não estão sozinhas”, relata.

Quando contou sua história e começou a discutir publicamente sobre esses transtornos, no entanto, entendeu quanto preconceito e desinformação havia sobre questões de saúde mental. “As pessoas não entendiam a minha doença como merecedora de tratamento, achavam que bastava vontade ou caráter para estar bem. Hoje, ao contrário, o entendimento é cada vez maior de que as consequências podem ser tão sérias quanto as que se têm quando a saúde física não é tratada, ou até pior”, explica Daiana.

Para a jornalista, ao mesmo tempo em que a pandemia causou graves problemas físicos e até mortes, serviu para criar condições que revelaram desconfortos emocionais e mentais que já existiam. “O fato de ficar sem contato social, sem a oportunidade de ter algumas descargas emocionais na vida, fez com que nós ficássemos diante dos nossos vazios. Por isso, acho que a pandemia não desencadeou esses problemas, mas nos colocou frente a frente com as nossas dores.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.