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Aumento de mortes por gripe em SP não é motivo para pânico, dizem especialistas

Primeira internação, em abril, ocorreu antes da campanha nacional de vacinação contra vírus do tipo H1N1

Giovana Girardi, O Estado de S. Paulo

21 de maio de 2013 | 19h59

O anúncio feito nesta terça-feira (21) pelo Ministério da Saúde de que o Estado de São Paulo já teve 55 casos de mortes por gripe do tipo H1N1 não é motivo para pânico. Infectologistas ouvidos pelo Estado frisaram que, apesar de o quadro atual ser de uma epidemia – no ano passado todo São Paulo teve 74 mortes –, nem se assemelha ao que ocorreu em 2009, quando o vírus surgiu e ocorreu uma pandemia.

Naquele ano, como o vírus era novo, não havia vacina e um remédio demorou um tempo até estar disponível, mais de 1.300 pessoas morreram no País, sendo mais de 400 somente em São Paulo. A infectologista Nancy Bellei, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que a diferença deste ano para o passado é que a epidemia chegou adiantada. “Normalmente esperamos os primeiros casos para final de maio, com pico em junho, julho. Mas tivemos casos já em abril”, diz.

Ela conta que no Hospital São Paulo, gerido pela Unifesp, a primeira internação foi em 8 de abril, uma semana antes do início da campanha nacional de vacinação, ou seja, as pessoas ainda não tinham se protegido da variante do vírus em circulação. “Essa precocidade está intimamente relacionada com a baixa de temperaturas registrada naquele mês. O vírus circula o ano inteiro, mas quando está mais frio, as pessoas se aglomeram mais, o que facilita a transmissão”, complementa o infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital Emílio Ribas.

Os dois médicos afirmam que 70% dos casos de mortes foram entre os pacientes considerados do grupo de risco de desenvolver a forma grave da doença e para os quais se recomenda a vacina: gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, crianças menores de 2 anos, idosos a partir de 60 anos, trabalhadores da saúde e doentes crônicos (de coração, pressão, diabete, com doenças da tireoide ou autoimune, que fazem uso de corticoides).

Os outros 30% foram de pessoas sem esse risco maior, mas que demoraram muito para procurar atendimento. Por isso, a recomendação neste momento de epidemia é: se a febre está persistente, acima de 38°C por mais de um dia, mesmo tomando remédio, se há dores no corpo, e tosse, procure um médico. E ainda dá tempo de vacinar. A campanha foi estendida até o dia 29 deste mês. Quem está no grupo de risco pode se vacinar gratuitamente, mas a droga também está disponível em clínicas particulares.

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