Autópsia diz que desidratação matou Eluana

Italiana morreu na segunda-feira depois que sua alimentação foi suspensa pelo desejo de sua família

Efe,

11 Fevereiro 2009 | 06h32

A autópsia feita em Eluana Englaro, que permaneceu 17 anos em coma vegetativo, revelou que a italiana morreu de uma parada cardíaca após uma crise provocada por desidratação, informa nesta quarta-feira, 11, a imprensa na Itália.   Veja também: Eluana estava 'irreconhecível', diz jornalista que a visitou 'Sou o único responsável', diz pai de Eluana após morte da filha Berlusconi critica presidente da Itália sobre o caso  Você concorda com a decisão de deixar Eluana morrer? Perguntas e respostas: entenda o caso  Veja tudo que foi publicado sobre o caso    A autópsia foi feita na terça-feira em Eluana, que morreu na segunda-feira depois que foi suspensa sua alimentação por desejo de sua família.   Segundo fontes médicas, os primeiros resultados mostram que a morte de Eluana foi compatível com o previsto no protocolo médico, elaborado de acordo com a Justiça de Milão, que permitiu a interrupção de sua alimentação.   A confirmação desses dados pode chegar nesta quarta pelas mãos dos peritos e, mais tarde, após o exame toxicológico que foi feito no corpo da italiana. O resultado desse último exame pode demorar até semanas para ser divulgado.   Durante a autópsia, os médicos recolheram amostras de tecido e de órgãos, incluindo do cérebro, para análise em laboratório.   A família Englaro enviou à autópsia seus próprios médicos. Está prevista para esta quarta-feira uma primeira comparecimento dos especialistas na Procuradoria de Udine.

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