Autoridade européia diz que aspartame não traz risco de câncer

A autoridade para a segurança alimentar da União Européia afirmou hoje que um substituo popular do açúcar, o aspartame, não aumenta o risco de câncer. Os cientistas apoiaram os resultados de um estudo americano divulgado no mês passado, que não encontrou nenhuma ligação com o câncer em um estudo do uso do aspartame em mais de meio milhão de americanos. O comitê da UE alegou que sua conclusão deveria colocar um fim em anos de debate sobre o adoçante, encontrado em milhares de produtos, incluindo bebidas dietéticas, chicletes, laticínios e até remédios. "Não há razão para levar a cabo nenhuma revisão extensiva sobra a segurança do aspartame", disse Iona Pratt, toxicologista que conduziu o comitê. A agência européia rejeitou as descobertas de um estudo feito na Itália, que mostrou que o aspartame aumenta o risco alguns tumores, incluindo linfomas e leucemia. Foi o maior estudo animal já feito sobre o aspartame, envolvendo 1,8 mil ratos de laboratório. Os roedores foram divididos em sete grupos, alimentados com diferentes doses do adoçante. Alguns deles, especialmente as fêmeas, desenvolveram mais linfomas e leucemias que aqueles que não consumiram o aspartame. O comitê da Autoridade Européia de Segurança Alimentar, no entanto, concluiu que o número de tumores não aumentou em relação à dosagem do aspartame dada aos animais e apontou possíveis causas alternativas para os casos de câncer. Pratt disse que muitos dos ratos no estudo sofriam de doenças respiratórias crônicas, o que seria a causa mais provável dos tumores.

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