Bloomberg photo by Akio Kon
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Autoridades de Tóquio negam cancelamento das Olimpíadas por causa do coronavírus

A governadora da prefeitura de Tóquio desmentiu o assunto em uma coletiva de imprensa

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2020 | 04h23

A governadora da prefeitura de Tóquio, Yuriko Koike, negou nesta sexta-feira, 31, qualquer intenção de cancelar os próximos Jogos Olímpicos por causa do surto de coronavírus que surgiu na China e afetou vários países, incluindo o Japão. "Não há fato que indique isso. Quero negar", disse Koike, uma das principais figuras ligadas aos preparativos olímpicos, em uma entrevista coletiva sobre rumores que surgiram nos últimos dias a esse respeito.

Koike falou sobre o assunto horas depois que o governo do Japão anunciou sua decisão de proibir a entrada no país de pessoas confirmadas como infectadas pelo surto de coronavírus que surgiu na cidade chinesa de Wuhan. O surto de coronavírus afetou catorze pessoas no Japão, de acordo com o último balanço oficial, embora na China existam quase 10.000 infectados, com pelo menos 213 mortos. A China é o país que envia o maior número de turistas ao Japão, e a maioria dos casos detectados por lá são cidadãos chineses que vivem no Japão ou que chegaram como turistas nas últimas semanas.

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Na entrevista coletiva, Koike destacou esforços que estão sendo feitos no Japão para evitar mais infecções pelo coronavírus e lembrou que na quinta-feira, 30, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a emergência internacional devido ao rápido aumento dos pacientes afetados. "Eu sei que o comitê organizador de Tóquio 2020 está agindo em resposta à declaração da OMS (...) De qualquer forma, já temos uma equipe especial para nos preparar para os possíveis riscos, para que tudo esteja seguro", acrescentou.

Questionada novamente sobre os rumores citados, Koike negou novamente e acrescentou que "o governo de Tóquio não teve nenhuma consulta ou indicação do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre isso". A governadora de Tóquio já se refere a essa questão desde 24 de janeiro, a apenas seis meses antes do início dos Jogos Olímpicos.

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Na ocasião, ela apontou a necessidade de fazer "múltiplos preparativos" para lidar com os riscos que podem surgir antes das competições esportivas, incluindo o surto de coronavírus. Hoje, lembrou que a organização dos Jogos Olímpicos superou outros problemas anteriores, como o calor do verão nas datas programadas, o que forçou a maratona a se mudar para a cidade de Sapporo, no norte. "Agora o coronavírus surgiu de maneira concreta", acrescentou Koike.

Na última terça-feira, 28, quando os casos infectados começaram a surgir no Japão, o comitê organizador de Tóquio 2020 divulgou uma declaração genérica na qual dizia "colaborará com as partes envolvidas que analisam cuidadosamente qualquer incidência de doenças infecciosas". "Vamos revisar quaisquer contramedidas que possam ser necessárias com as organizações relevantes", acrescentou o comunicado. / EFE

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