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Fortes dores de cabeça, acompanhadas por vômito, dormência na face e fraqueza podem ser sinais de AVC. rawpixel/Pixabay

AVC: Conheça sintomas e origem do acidente vascular cerebral

Saiba reconhecer os sinais da segunda maior causa de morte no mundo, segundo a OMS

Camila Tuchlinski, O Estado de S.Paulo

03 de março de 2020 | 11h36

Dores de cabeça muito fortes, acompanhadas de vômito, fraqueza, dormência na face. Este são alguns dos sintomas do acidente vascular cerebral. O popularmente conhecido como AVC ocorre quando há uma alteração no fluxo de sangue do cérebro e é provocado pelo rompimento ou obstrução de um vaso sanguíneo. 

De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), 15,6 milhões de pessoas morreram em 2016 por causa do AVC. É a segunda maior causa de morte no planeta nos últimos 15 anos.

Considerada uma emergência médica, essa ocorrência precisa ser atendida o quanto antes, por isso, o tempo pode, ou não, contribuir para eventuais sequelas. 

O AVC pode ser de dois tipos: o acidente vascular hemorrágico e o acidente vascular isquêmicos.

Quais são os tipos de AVC?

O acidente vascular hemorrágico é o tipo mais grave e acontece quando um vaso se rompe, levando a um sangramento no cérebro. Há dois tipos de AVC hemorrágico: o intracerebral, quando o sangramento está localizado dentro do cérebro, e a hemorragia subaracnóide, na região entre o crânio e o cérebro. O tipo hemorrágico responde por 13% a 20% do total dos AVCs.    

O acidente vascular isquêmico é o tipo mais comum de AVC e é causado pela interrupção no fluxo de sangue em uma região específica do cérebro. A falta de sangue, que também é responsável por levar oxigênio aos tecidos, causa danos às funções neurológicas e pode paralisar temporariamente o paciente. Também conhecido como isquemia cerebral ou derrame, o acidente vascular isquêmico é responsável por cerca de 87% dos AVCs.

Quais são os sintomas do AVC?

A maior parte dos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos apresentam os mesmos sintomas. Entre os principais, estão:

- Dor de cabeça muito forte, às vezes acompanhada de vômito;

- Fraqueza;

- Dormência na face, nas pernas ou nos braços, em geral em um dos lados do corpo;

- Dificuldades motoras, problemas na movimentação;

- Incapacidade de comunicação, perda da fala;

- Dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos.

Sequelas do AVC

O AVC pode deixar sequelas leves ou graves, que podem ser temporárias ou irreversíveis, dependendo da gravidade do problema. Entre as mais comuns, estão as paralisias nos membros do corpo e problemas de visão, de memória e de fala.

A falha de memória também é comum após o AVC e pode haver confusão mental.

Oscilação do apetite também é frequente e o paciente pode ter dificuldade para se alimentar.

Tratamento do AVC

A gravidade também depende da rapidez do diagnóstico e do tratamento. Caso o atendimento não seja rápido, os problemas podem se agravar e incapacitar a pessoa, dependendo da parte do cérebro que foi comprometida. Por isso, diante da menor suspeita de um AVC, o paciente deve ser levado a um pronto-socorro imediatamente.

É possível se prevenir contra o AVC?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV), 90% dos casos de acidente vascular cerebral podem ser evitados. Para isso, é preciso evitar fatores de risco, como tabagismo, obesidade, estresse crônico, colesterol alto, pressão alta e diabetes.

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Campanha alerta sobre importância do atendimento rápido em caso de AVC

Dor de cabeça intensa é um dos sintomas e cada minuto sem ajuda médica corresponde a 1,9 milhão de neurônios a menos

ludimila honorato, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2018 | 11h53

O acidente vascular cerebral (AVC) é a segunda maior causa de morte no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ficando atrás da doença isquêmica cardíaca. Juntas, elas mataram 15,6 milhões de pessoas em 2016 e lideram o ranking mundial nos últimos 15 anos.

Provocado pelo rompimento ou obstrução de um vaso sanguíneo no cérebro, o AVC é uma emergência médica e, por isso, o tempo é fundamental para evitar possíveis sequelas graves.

Especialistas apontam que cada minuto sem ajuda médica corresponde a 1,9 milhão de neurônios a menos.

Pensando nisso, a Rede Brasil AVC e a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV) se uniram para lançar a campanha A Vida Conta – Cada minuto faz diferença, que alerta sobre a importância do atendimento rápido em casos de AVC.

Nesta sexta-feira, 8, a Ponte Estaiada, na zona oeste da capital paulista, terá sua iluminação reduzida a partir das 19 horas - uma alusão à perda gradativa de neurônios - e, depois, um vídeo de conscientização será projetado na coluna da ponte.

O tempo se mostra essencial para definir o tratamento adequado. A trombólise, por exemplo, que é a dissolução do coágulo no vaso sanguíneo com prescrição de medicamento, é uma importante opção nos casos de obstrução.

"Até quatro horas e meia, a gente faz o tratamento com remédio, depois disso não. Se a pessoa chega com até uma hora [após o início dos sintomas], a chance de sequelas é nenhuma", afirma Sheila Martins, médica neurologista e presidente da Rede Brasil AVC.

No caso do AVC hemorrágico, em que há rompimento do vaso sanguíneo, a especialista diz que não há remédio específico, mas é dado ao paciente um medicamento para baixar a pressão a fim de não haver piora na área em que ocorre o sangramento.

Fique atento. Assim, é importante saber a hora aproximada do início dos sintomas, que incluem formigamento na face, no braço ou na perna - principalmente em apenas um lado do corpo -, dificuldade para falar e compreender a fala, alteração na visão e dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente.

Caso o atendimento não seja rápido, os problemas podem se agravar e incapacitar a pessoa, dependendo da parte do cérebro que foi comprometida. "Pode ficar sem falar, sem compreender, um lado do corpo pode paralisar, a pessoa não consegue caminhar e pode não reconhecer os familiares", diz Sheila. Segundo ela, 70% das pessoas que não recebem atendimento a tempo não conseguem retornar ao trabalho.

Segundo a SBDCV, 90% dos casos de AVC podem ser evitados, basta que a pessoa controle alguns fatores de risco, tais como: tabagismo, obesidade, colesterol alto, pressão alta, fibrilação atrial, diabetes e estresse crônico.

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