Baixa umidade do ar deixa São Paulo em atenção

População deve se hidratar bem e evitar atividades ao ar livre e o sol entre as 10h e 17h

FABIANA MARCHEZI, Agência Estado

17 Junho 2010 | 15h21

A Defesa Civil do município de São Paulo decretou estado de atenção para toda a capital na tarde desta quinta-feira, em razão da baixa umidade relativa do ar, que está em torno dos 30% e deve cair ainda mais. Já às 18 horas, a cidade deve retornar para estado de observação, pois a tendência é que o índice da umidade relativa do ar aumente um pouco.

Para dias de baixa umidade do ar, a Defesa Civil recomenda que a população evite atividades ao ar livre e exposição ao sol entre 10h e 17h e não pratique exercícios entre 11h e 15h. A ingestão de bastante líquido é aconselhável para evitar a desidratação.

A Defesa Civil alerta ainda às pessoas para que não coloquem fogo em terrenos baldios e com vegetação seca, pois a baixa umidade relativa do ar pode aumentar as chances de incêndio nas pastagens e florestas. Além de destruir a fauna e a flora, o fogo provoca o empobrecimento do solo e pode propagar-se em direção a indústrias, estabelecimentos comerciais e centros urbanos.

O órgão ainda ressalta que nos meses em que ocorrem poucas chuvas é comum que a umidade do ar fique reduzida, o que causa um aumento nos níveis de dióxido de enxofre e material particulado, devido às piores condições de dispersão. Isso propicia o surgimento ou agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e oculares.

Sintomas

A baixa umidade relativa do ar pode causar os seguintes problemas:

Dores de cabeça e irritação nos olhos, nariz, garganta ou na pele;

Maior risco de transmissão de doenças respiratórias e de desidratação;

Garganta seca, voz rouca, inclusive com possibilidade de inflamação da faringe;

Rompimento de vasos do nariz, provocando sangramento;

Maior facilidade de se contrair conjuntivite viral, alérgica e síndrome do olho seco;

O aumento de poluentes causa ainda aumento da pressão arterial e arritmia cardíaca. Por isso, enfartes são mais suscetíveis, principalmente em quem já tem problemas cardiovasculares.

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