Baixada Santista proíbe acesso às praias de nove cidades para conter pandemia

Baixada Santista proíbe acesso às praias de nove cidades para conter pandemia

Hotéis e pousadas também foram proibidos de receber novos hóspedes; a proibição total inclui, além dos turistas, os munícipes, ambulantes, barracas, cadeiras e guarda-sol

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2020 | 09h04

SOROCABA – O acesso às praias está proibido em nove cidades da Baixada Santista, no litoral sul do Estado de São Paulo. Os hotéis e pousadas também foram proibidos de receber novos hóspedes e os shoppings serão fechados a partir desta sexta-feira, 20. As medidas foram anunciadas na noite de quinta-feira, 19, após videoconferência entre os prefeitos do Consórcio de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb). A alegação é de que, com o fechamento de empresas e comércio na capital e cidades do interior, o fluxo de pessoas em direção às praias aumentou, elevando o risco do coronavírus.

Nas praias, a proibição total de acesso inclui, além dos turistas, os munícipes, ambulantes, barracas, cadeiras e guarda-sol. O atendimento em restaurantes, bares e lanchonetes será reduzido, com incentivo ao delivery. Outra medida prevê restrição no funcionamento das rodoviárias, limitado a profissionais da saúde, assistência social e segurança.  

O comércio em toda a Baixada será fechado a partir desta sexta, à exceção de serviços essenciais, como farmácias, e de alimentação. Bares e restaurantes terão de reduzir em 30% as mesas e cadeiras. As medidas atingem as cidades de Bertioga, Guarujá, Cubatão, Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.

De acordo com o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), foi encaminhado ao governo estadual um pedido no sentido de que seja desestimulado o uso do Sistema Anchieta-Imigrantes, principal acesso à Baixada. “São Paulo é o epicentro do novo coronavírus no Brasil e estamos tendo uma curva de crescimento maior que a da Itália. Embora não tenhamos, ainda, casos confirmados, é preciso se prevenir”, disse, reconhecendo que as medidas são rigorosas. “Fazemos um apelo para que as pessoas fiquem em suas casas, que tenham a dimensão e a consciência da gravidade que estamos vivendo”, disse.

Os prefeitos decidiram suspender o atendimento de rotina nas unidades básicas de saúde, com exceção de programas estratégicos, como o pré-natal. Também incluíram no plano de contingência o pedido de mais 48 leitos de UTI em hospitais da região, sendo 20 no Guarujá, 14 em Bertioga, 10 em Praia Grande e 4 em São Vicente. O acesso de ônibus de turismo às cidades da região já estava proibido desde o início desta semana.

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