Balas chinesas voltam a ser fabricadas, após mortes de bebês

Produção das balas White Rabbit foi retomada, embora a venda ao público ainda deva ser aprovada na China

Efe

08 de outubro de 2008 | 16h24

A companhia Xangai Guan Sheng Iuane Food, fabricante das balas White Rabbit, retomou nesta quarta-feira, 8, a produção com leite fiscalizado, depois de ser encontrada melamina no leite com que produzia estas balas, nas últimas semanas.   Segundo publicou o jornal South China Morning Post, a produção foi retomada, embora a venda ao público siga pendente de aprovação por novas inspeções, realizadas em todo o país.   A nova remessa de balas com leite "limpo" também será submetida a estes controles, que servirão para garantir sua segurança e permitirão retomar as vendas domésticas e as exportações.   "Estamos produzindo mais balas, que serão vendidas posteriormente. Os relatórios das pesquisas (das primeiras balas) ainda não chegou e não sei porque demora tanto", afirmou um porta-voz da companhia citada pelo diário.   As balas White Rabbit são provavelmente as mais famosas no país, e dos poucos doces que a China exporta.   Há 36 anos, o diplomata chinês Zhou Enlai (1898-1976) presenteou ao então presidente americano Richard Nixon (1913-1994) balas desta marca como sinal do desejo de aproximação entre os países.   Os Dabaitu - seu nome em mandarim - são fáceis de encontrar em lojas do país asiático e nos "Chinatown" de todo o mundo, além de presente quase obrigatório nos casamentos, nos quais é costume tradicional chinês dar balas aos convidados.   A bem-sucedida história destas balas se começou a se complicar no ano passado, quando em meio à onda de escândalos sobre produtos chineses tóxicos no mundo todo, detectaram-se altos níveis do conservante formaldeído em doces que foram retirados das lojas.   A China não tomou, então, nenhuma medida, alegando que as balas apreendidas eram uma versão filipina da marca, independente das originais.   Neste ano, o escândalo atual tem afetado muito mais a marca, a ponto de obrigá-la a interromper as vendas, em 26 de setembro.   O leite adulterado com melamina - composto plástico tóxico que causa problemas renais - matou pelo menos quatro bebês e afetou outras 53 mil crianças em toda a China.

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