Ban Ki-moon pede manutenção de esforços no combate à aids

Secretário-geral da ONU disse que doença 'ainda é uma das epidemias mais devastadoras da história'

Efe

01 de dezembro de 2008 | 21h11

O sul-coreano Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, disse nesta segunda-feira, 1, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Aids, que a sociedade deve manter os esforços no combate à doença.   Veja também: Genoma do lêmure pode ajudar a entender evolução da aids Fiocruz deve entrar com pedido de patente para o Tenofovir Carla Bruni é nova embaixadora da luta contra a aids Vários países marcam Dia Mundial de Combate à Aids ONG protesta contra julgamento por transmissão de HIV Cai número de crianças infectadas com aids na gestação Pesquisa mostra que câncer avança entre HIV positivos   O secretário-geral participou da Conferência Internacional sobre Financiamento para Desenvolvimento, organizada pela ONU desde sábado em Doha, Catar.   Em discurso, Ban Ki-moon comentou que a aids "ainda é uma das epidemias mais devastadoras da história", lembrando que a população é infectada a uma velocidade mais rápida em relação ao seu tratamento.   "A aids ainda está entre as dez primeiras causas de morte no mundo, e é a maior de todas na África", destacou o secretário-geral.   No entanto, ele lembrou os "notáveis progressos" dos últimos anos, período durante o qual mais de três milhões de pessoas receberam tratamento contra a doença.   Por isso, ele pediu a doadores e Governos que mantenham seu compromisso, especialmente em meio ao atual momento de crise econômica. "Se isso não ocorrer, milhões de pessoas sofrerão conseqüências devastadoras", apontou.   Além disso, o sul-coreano disse que os frutos do grande investimento feito até o momento não serão notados caso as contribuições financeiras diminuam - o que também dificultaria o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.   Durante seu discurso, o diplomata fez menção à decisão do Governo americano de destinar US$ 48 bilhões para ajudar na luta global contra a Aids nos próximos cinco anos. A medida foi adotada pelo presidente, George W. Bush, em julho.   "Apesar destes progressos, 7.500 pessoas são infectadas por dia", lamentou o secretário-geral da ONU.   Para isso, ele ressaltou que é preciso um esforço combinado de recursos e envolvimento de todas as camadas da sociedade para chegar ao objetivo de garantir total prevenção, tratamento e assistência para 2010.   Bush e Obama   O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o líder eleito, Barack Obama, pediram hoje que continue o combate à aids, ao lembrar o Dia Mundial de Luta contra a doença.   Em comparecimento na Casa Branca, Bush afirmou hoje que sua iniciativa para combater o problema na África, lançada em 2003, alcançou seu objetivo dar tratamento a dois milhões de pessoas em cinco anos.   O presidente afirmou que a iniciativa, conhecida como PEPFAR, fornece "esperança e cura" a pessoas no mundo todo.   Bush deve participou no fórum civil Saddleback sobre Saúde, organizado pelo pastor Rick Warren em Washington.   Por sua parte, o presidente eleito, Barack Obama, também discursou no fórum com uma declaração gravada, emitida por videoconferência e na qual elogiou a iniciativa de Bush na África.   "Presto homenagem ao presidente Bush por sua liderança na elaboração de um plano para lutar contra a aids na África e por respaldá-lo com fundos dedicados a salvar vidas e impedir que esta doença se estenda", afirmou.   "Minha Administração continuará este trabalho imprescindível para combater a crise no mundo todo", declarou o presidente eleito, que assumirá o poder em 20 de janeiro.   O presidente eleito também lembrou que o problema deve ser combatido nos Estados Unidos "com uma estratégia firme que combine a educação, a prevenção e o tratamento" e que se centre nas comunidades de maior risco.

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