Banco aquecido pode 'fritar' espermatozóides, diz estudo

Aumento da temperatura dos testículos afetaria a produção de espermatóides.

Da BBC Brasil, BBC

29 de agosto de 2008 | 10h48

A temperatura dos assentos aquecidos, disponíveis em alguns carros, pode afetar a produção de espermatozóides, sugere um estudo realizado na Universidade de Giessen, na Alemanha, e publicado na edição desta semana da revista New Scientist.Na condição ideal para a produção de espermatozóides, os testículos devem estar 1 ou dois graus abaixo da temperatura média do corpo, de 37 ºC. Para analisar o impacto do aquecimento dos bancos na fertilidade masculina, os pesquisadores analisaram a temperatura dos testículos de 30 homens saudáveis que passaram 90 minutos sentados em assentos aquecidos e o mesmo período em bancos normais.Depois de uma hora, a temperatura média observada aumentou para 37,3 ºC e a máxima, observada em um dos participantes, foi de 39 ºC. Em contrapartida, ao passar o mesmo período sentados em bancos sem aquecimento, a temperatura máxima atingida pelos testículos dos participantes foi de apenas 36,7 ºC. ImpactoSegundo a New Scientist, o pesquisador Andréas Jung, que liderou o estudo, explica que apesar do aumento modesto na temperatura, a diferença é suficiente para prejudicar o processo de produção dos espermatozóides. A revista ressalta ainda que pesquisas anteriores já haviam demonstrado que permanecer sentado em um banco de carro normal por períodos prolongados provocava aumento da temperatura dos testículos. Apesar de observar o impacto na produção, a equipe de cientistas não testou a qualidade ou quantidade de espermatozóides dos participantes. Os bancos aquecidos são populares em diversos países europeus por conta dos invernos rigorosos que atingem algumas regiões. No Brasil, os assentos fazem parte dos atributos opcionais que podem ser instalados em carros de algumas montadoras. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.