Banco genético da USP deve voltar ao normal em 11 anos, diz professora

Implantação do banco genético foi feita em etapas, entre os anos de 2000 e 2004

Solange Spigliatti, do estadão.com.br,

17 Agosto 2011 | 17h37

SÃO PAULO - O banco genético da Universidade de São Paulo (USP), destruído por um incêndio nesta terça-feira, 16, pode levar mais de 10 anos para voltar ao estágio em que se encontrava atualmente, após 11 anos de sua implantação, segundo informação da professora do Departamento de Biologia, na área de Botânica, da USP, Elenice Varanda.

A implantação do banco genético foi feita em etapas, entre os anos de 2000 e 2004, com o armazenamento de 45 espécies de árvores da mata mesófila plantadas a partir de sementes de alta qualidade coletadas de fragmentos de florestas ainda existentes nas bacias dos rios Pardo e Mogi. Um dos objetivos do banco genético era o de fornecer mudas para a recomposição de matas nativas nos municípios da região de Ribeirão Preto, devastadas pelo plantio da cana-de-açúcar.

Além das árvores que foram atingidas pelo fogo, muitos animais também morreram queimados. Segundo Elenice, muitos moradores da floresta como tamanduá, porco espinho, raposas consideradas em extinta na região, filhotes de pássaros e vários ninhos foram atingidos pelas chamas. Insetos que já haviam retornado para a floresta, também foram afetados. "Além dos animais e das plantas, estamos também perdendo várias pesquisas e trabalhos acadêmicos na floresta,", lamenta Elenice.

O incêndio, que começou por volta das 13 horas de ontem, atingiu cerca de 30 hectares da floresta. As causas do incêndio ainda são desconhecidas. Apesar da baixa umidade relativa do ar, que deixa a vegetação muito seca e facilitou a propagação das chamas, a professora acredita que o incêndio possa ser criminoso. A partir da próxima semana, técnicos farão uma nova coleta de sementes nos mesmos fragmentos florestais, com o objetivo de reparar os estragos.

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