Bebê vem ao Incor, esperando um coração

Com a capacidade cardíaca em declínio, o bebê Arthur, que depende de um transplante para manter-se vivo, será transferido, hoje pela manhã, para o Instituto do Coração (Incor), em São Paulo. Internado desde o nascimento, em novembro, no Hospital Pró-Cardíaco, ele sofre de hipoplasia das cavidades esquerdas, uma anomalia que, no caso dele, não pode ser corrigida por cirurgia, pois sua veia aorta é fina. Arthur segue viagem, em um jato da Amil, que está marcado para decolar do aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, às 9h30. No avião, com destino a Congonhas, há apenas dois lugares ocupados: um para o médico da operadora; o outro, para a responsável pela área de cardiologia pediátrica do Pró-Cardíaco, Adriana Proença. Mãe do bebê, Beatriz Schlobach, de 31 anos, já estará em São Paulo aguardando o filho. Já o pai, Rafael Paim, de 29 anos, vai, em outro vôo, após o embarque de Arthur. Segundo Rafael, a capacidade cardíaca de Arthur não evolui porque o stent (dispositivo metálico, em forma de tubo) que ele recebeu logo ao nascer é fixo. "Ele está crescendo, está com 60 centímetros e 4,2 quilos. E precisa, urgentemente, de um doador. Estou agora colocando meu filho no colo dos paulistas, pedindo que eles nos ajudem", apelou o engenheiro, que vai permanecer no Rio, trabalhando, e segue para São Paulo nos finais de semana, para ficar com a mulher e o bebê. Do aeroporto, Arthur vai ser levado para o Incor de ambulância, onde permanecerá aguardando um doador.

Agencia Estado,

07 de março de 2006 | 09h42

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