Arquivo/AE
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Bebês de fertilização in vitro têm mais risco de nascer com defeito físico

Segundo revisão de estudos, ainda não se sabe ao certo se a tecnologia tem alguma ligação com os tratamentos de fertilidade e possíveis os problemas congênitos

Reuters,

20 de abril de 2012 | 15h40

Bebês concebidos por determinadas técnicas artificiais de fertilização têm aumento de cerca de um terço na probabilidade de nascer com algum defeito físico, segundo uma revisão envolvendo dezenas de estudos.

Mas os pesquisadores, que publicaram suas conclusões na revista Fertility and Sterility, não determinaram por que os tratamentos de fertilidade estão associados a um maior risco de defeitos congênitos, ou mesmo se a tecnologia tem alguma responsabilidade nisso.

A fertilização in vitro (FIV), pela qual o óvulo é fertilizado fora do organismo da mulher antes de ser implantado no útero, existe há mais de três décadas, e vários estudos já examinaram possíveis riscos.

Zhibin Hu, da Universidade Médica de Nanjing, e seus colegas analisaram resultados de 46 estudos que comparavam a incidência de defeitos congênitos entre bebês concebidos por FIV ou naturalmente.

Para mais de 124 mil crianças nascidas por meio de FIV ou Icsi (técnica semelhante, mas na qual apenas um espermatozoide é injetado no óvulo), o risco de um defeito congênito era 37 por cento superior ao das outras crianças.

A equipe acrescentou que não há diferenças significativas nos defeitos congênitos entre bebês gerados por FIV ou Icsi.

 

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