Bebida ilegal mata ao menos 17 pessoas no Quênia e deixa 10 cegas

Licor 'changaa' pode conter metanol; em abril, outras 12 morreram e mais de 20 ficaram cegas

Efe

26 Julho 2010 | 16h31

NAIRÓBI - Pelo menos 17 pessoas morreram e dez ficaram cegas em uma favela em Nairóbi, capital do Quênia, depois de beberem ilegalmente um licor destilado que pode conter metanol, informou a emissora de rádio local "Capital FM" nesta segunda-feira, 26.

Oito pessoas foram encontradas mortas em casa nesta manhã, outras três nas ruas da favela e seis foram a óbito a caminho do Hospital Nacional Kenyatta, segundo a rádio.

A emissora acrescenta que ainda há mais de dez pessoas internadas no hospital e que "pelo menos outras dez ficaram cegas depois de consumir a bebida conhecida como 'changaa'. A polícia crê que o líquido continha um produto químico industrial, possivelmente metanol".

"Acredita-se que as vítimas beberam um licor ilegal, que teria álcool metílico, em um local popular do bairro de Kibera, durante grande parte do domingo", afirma a rádio, que cita moradores da favela.

A polícia de Nairóbi está analisando amostras da bebida e, por enquanto, uma mulher foi detida como suspeita de vender o licor.

Nesta segunda, foram registrados momentos de tensão quando moradores de Kibera ameaçaram linchar os produtores da bebida destilada ilegalmente, "que (durante anos) provocou centenas de mortes no país", segundo a emissora local.

Em abril, 12 pessoas morreram em Nairóbi e mais de 20 ficaram cegas em circunstâncias similares às desta segunda, depois de terem consumido licor destilado ilegalmente.

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