Bélgica nega ser origem da carne com E. coli vendida na França

As autoridades francesas afirmaram que o surto da bactéria não está vinculado com a epidemia ocorrida na Alemana

Efe

17 Junho 2011 | 09h57

BRUXELAS - A Agência Federal para a Segurança da Cadeia Alimentar (AFSCA) declarou nesta sexta-feira que a carne contaminada com a bactéria E. coli que supostamente provocou a hospitalização de sete crianças no norte da França não provém da Bélgica.

 

"Recebemos informação das autoridades sanitárias francesas e, contrariamente ao que foi indicado, a carne sob suspeita não é proveniente da Bélgica, mas de outros países europeus", declarou o porta-voz da AFSCA, Pierre Cassart, à agência de notícias Belga.

 

De toda forma, a Agência Regional de Saúde (ARS) francesa manifestou nesta quinta que está certa de que o surto de E. coli registrado em Lille, no norte do país, não está vinculado com a epidemia ocorrida na Alemanha.

 

A empresa francesa SEB, fabricante dos hambúrgueres congelados suspeitos de terem causado a intoxicação, afirmaram que a carne para elaborar seus produtos procedia da Bélgica, Alemanha e Holanda, algo que a AFSCA desmentiu. O lote de hambúrgueres contaminados tinha sido distribuído pela rede de supermercados alemã Lidl.

 

A agência também confirmou que esse lote não foi comercializado na Bélgica e que não iniciou investigação alguma no país.

 

As crianças afetadas, que têm entre 18 meses e seis anos de idade, foram internadas no hospital de Lille com sintomas ligados a uma infecção da bactéria E. coli, como diarreias de sangue, após consumir a carne contaminada. Uma delas está em estado grave, mas a previsão dos médicos é otimista.

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