Biossimilar aproxima mais o Brasil da inovação
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Biossimilar aproxima mais o Brasil da inovação

Parceria para transferência de tecnologia possibilita autonomia de produção ao País e maior acesso dos pacientes a medicamentos de alto custo

Sandoz, Media Lab Estadão
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30 de julho de 2020 | 14h03

O tema do terceiro e último dia do fórum online Diálogos Estadão Think "Biossimilares: sustentabilidade e inovação” partiu de duas perguntas: Por que biossimilares são importantes? E por que ter essa discussão agora? Para contextualizar, vale lembrar que medicamentos biossimilares são biológicos desenvolvidos para serem equivalentes ao medicamento de referência, cuja patente expirou. Como não dependem da descoberta de uma nova molécula, sua produção exige menos tempo e investimento em pesquisa, o que os torna mais acessíveis à população.

Para explicar a expansão dos medicamentos biológicos no Brasil, Marco Aurelio Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), abriu o debate: “estamos trabalhando há vários anos para possibilitar que esses medicamentos sejam fabricados aqui, o que está começando a acontecer agora. E isso tem dimensão socioeconômica, pois permite baratear o produto; e técnico-científica, já que faz com que nós participemos dessa revolução que está acontecendo na saúde”. Ele ainda avaliou que esse empenho vai possibilitar que tenhamos uma vacina para a covid-19 em tempo recorde, pois envolve um processo de desenvolvimento parecido com o dos medicamentos biológicos.

O papel das parcerias para o desenvolvimento produtivo, conhecidas como PDPs, nesse momento também foi ressaltado. As PDPs têm como objetivo ampliar o acesso a medicamentos e produtos para saúde, o que é considerado estratégico no Sistema Único de Saúde (SUS), e fomentar o desenvolvimento nacional do complexo industrial da saúde por meio da transferência de tecnologia e conhecimento para instituições públicas e empresas privadas brasileiras. Assim, contribui para alavancar a tecnologia do Brasil e reduz os custos de aquisição dos medicamentos importados ou de alto custo.

Thiago Mares Guia, médico e cientista, doutor em bioquímica e imunologia e diretor-executivo científico e de Negócios da Companhia Brasileira de Biotecnologia Farmacêutica (Bionovis), reforçou a afirmação de Krieger de que essa parceria vem sendo costurada durante muitos anos. “O processo de transferência de tecnologia é extremamente complexo e demanda responsabilidade, rigor e método. A qualidade é sempre auditada para que o produto vá ao mercado não apenas com o selo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas também com o selo do parceiro internacional. Quando nós estivermos fabricando 100% no Brasil um produto Fiocruz e Bionovis, teremos a responsabilidade de zelar, de certa forma, também pela reputação científica, técnica e ética da empresa internacional parceira”, disse.

Assim como nos demais dias de fórum, a necessidade de mais investimentos na farmacovigilância foi levada à mesa. “Nos falta um sistema de informação robusto. É preciso que haja mais comunicação entre o ministério, os Estados e as empresas”, disse Denizar Vianna, médico, especialista em saúde pública e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que foi secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde entre 2019 e 2020. Vianna também chamou a atenção para a necessidade de desburocratizar o processo enfrentado pelos médicos para reportar problemas em relação aos medicamentos.

Merula Steagall, presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) e idealizadora do movimento Todos Juntos Contra o Câncer, trouxe a visão dos pacientes para a questão: “além de ser complicado colocar os dados na plataforma da Anvisa, o mecanismo leva em conta o nome da substância, o que não faz muito sentido, já que em alguns casos o biológico tem mais de um similar”, disse. “Também é importante que os médicos expliquem aos seus pacientes quais são os possíveis efeitos colaterais do fármaco que ele está prescrevendo e não minimize as suas queixas, mesmo que, a princípio, não pareçam estar ligadas à doença”, acrescentou.

A médica Juliana Busch, diretora de Previdência e Assistência na Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde (Capesesp), falou sobre a iniciativa privada. “As operadoras têm o desafio de acompanhar a rápida evolução da saúde e ampliar o alcance das novas moléculas que chegam ao Brasil, mas de uma forma economicamente sustentável”, disse. “Nós não temos influência sobre o medicamento que será prescrito pelo médico e temos menos capacidade de negociar preço do que o Ministério da Saúde, por isso seria ideal termos uma política de preços única”, complementou.

Assista ao terceiro dia Fórum "Biossimilares: sustentabilidade e inovação" - 29 de julho de 2020

 

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