Bisfenol-A pode estar ligado a casos de tendência à obesidade

Exposição, ainda no útero, ao químico pode programar uma pessoa a se tornar obesa mais tarde em sua vida

Reuters

14 de maio de 2008 | 18h59

A exposição, no útero, a químicos comuns usados para desde mamadeiras até sacolas plásticas pode programar uma pessoa a se tornar obesa mais tarde em sua vida, disseram pesquisadores norte-americanos nesta quarta-feira, 14. Um dos compostos é chamado bisfenol-A, encontrado em plásticos Policarbonatos.  Veja também: FDA não faz recomendações sobre uso do bisfenol-A O estudo realizado em ratos mostrou que animais expostos até mesmo a pequenas doses dos químicos durante seu desenvolvimento ficaram mais gordos quando mais velhos se comparados aos animais não expostos, disseram os pesquisadores no Congresso Europeu de Obesidade de 2008. "Nós estamos falando de uma exposição a níveis muito pequenos por um tempo pequeno durante o desenvolvimento", disse Jerry Heindel do National Institute of Environmental Health Sciences dos Estados Unidos. "O fato é que é um período tão sensível que a ação pode alterar tecidos e fazer pessoas mais propensas à obesidade."  A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 400 milhões de pessoas são obesas no mundo, problema que aumenta o risco para diversas outras doenças, como a diabete tipo 2 e problemas do coração. Estudos anteriores ligaram esses químicos - também encontrados em canos de água - a câncer e problemas reprodutivos, aumentando o número de países a considerarem banir o composto.

Tudo o que sabemos sobre:
bisfenol-Asaúde

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.