Blogueira faz relatos sobre como enfrentou síndrome de Guillain-Barré

Após quase um ano em recuperação, paciente resolveu compartilhar experiências em vídeo para ajudar quem tem dúvidas

Paula Felix, O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2015 | 05h00

A blogueira Mônica Loureiro, de 30 anos, teve a síndrome de Guillain-Barré em outubro de 2012 e passou 22 dias internada. O problema foi desencadeado por uma infecção intestinal e causou limitações mais agressivas por quase um ano.

Ela relembra que acordou um dia sentindo as pernas fracas e um formigamento. O primeiro pensamento foi o de que estava manifestando sintomas de estresse. “Foram passando as horas e fui perdendo os movimentos.” Até então, Mônica desconhecia a Guillain-Barré, mas passou a se aprofundar sobre o assunto durante o período de internação e nos meses que ficou fazendo fisioterapia.

As vitórias da recuperação vieram aos poucos. “Foi um processo lento, porque você vai recuperando uma coisa de cada vez. Voltei a me sentar, passei para cadeira de rodas. Em um ano, estava fazendo minhas atividades com mais segurança, mas ainda tenho dificuldades. Não consigo andar por muito tempo e me desequilibro.”

Mesmo com a retomada de suas funções, a Síndrome de Guillain-Barré ainda é presente na vida de Mônica. “Não tem um dia que eu me esqueça que tive isso. Sempre tem uma dor e uma limitação para me lembrar.” Ela conta que, embora tenha apresentado melhoras com o tratamento realizado após a internação, sentiu a necessidade de fazer uma pausa nas sessões de fisioterapia. “Abandonei, porque não aguento mais ficar doente, conviver com médico. Mas ainda vou voltar.”

Online. As más lembranças não a impediram de tentar oferecer informações sobre a síndrome para outras pessoas. Ela gravou vídeos para seu canal no YouTube relatando suas experiências e como enfrentou o problema. “Quero ajudar as pessoas de alguma maneira, já que não posso oferecer recursos.”

Mônica diz que o aumento de relatos sobre a síndrome e a relação com o zika vírus a deixaram assustada. “Quando os casos começaram a aparecer na Região Nordeste do País, as pessoas começavam a me marcar (nas redes sociais) o tempo inteiro. Eu fiquei desesperada. Tem dias que evito ler e acompanhar as notícias sobre o assunto, porque dá uma sensação de impotência.” 

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