Stephanie Keith/The New York Times
Stephanie Keith/The New York Times

Boletim do coronavírus: escolas recomendam quarentena e companhia suspende voos a Milão

'Estado' reúne principais notícias do dia sobre o avanço da doença pelo mundo; doença já foi registrada em 65 países

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2020 | 19h03

SÃO PAULO - O Estado está reunindo diariamente as principais notícias sobre o coronavírus. Nesta segunda-feira, 2, o Ministério da Saúde informou que o número de casos suspeitos da doença subiu de 252 para 433. No mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já soma 65 países com registro de pacientes infectados - Portugal foi um dos mais recentes a entrarem. Cientistas brasileiros conseguiram sequenciar o genoma do vírus do 2º brasileiro infectado pela doença - e descobriram que havia diferenças em relação ao primeiro. Outro estudo, chinês, mostrou que a persistência da doença no organismo pode ser maior do que se imaginava. Em São Paulo, colégios particulares têm recomendado quarentena a alunos que volterm de países com surto, como Itália e China. 

O número de casos suspeitos pelo novo coronavírus no Brasil aumentou de 252 para 433, e a maioria deles se concentra em São Paulo. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde, em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, 2. O País segue com dois casos confirmados, de um homem de 61 anos e outro de 32, ambos de São Paulo, que estão bem, segundo a pasta. 

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira, 2, que o número de países afetados pelo coronavírus já passa de 60. Além da China, 64 países tiveram casos confirmados. Portugal foi um dos últimos a entrarem na lista. Na China, o número de novos casos continua caindo, com apenas 206 casos registrados nas últimas 24 horas – desses, apenas 8 são fora da província de Hubei, epicentro da epidemia no país. “Os países que mais preocupam no momento são Coreia do Sul, Itália, Irã e Japão”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. 

Preocupados com o surto de coronavírus em outros países, colégios particulares de São Paulo enviaram comunicados aos pais e alunos recomendando quarentena em casos de famílias que voltaram de países atingidos pela doença. O pedido vai contra o que determina tanto o Ministério da Saúde quanto as secretarias estaduais.

Em menos de 48 horas após o registro do 2º caso de brasileiro infectado com coronavírus, uma equipe de pesquisadores brasileiros conseguiu novamente sequenciar o genoma do vírus. São os mesmos cientistas que tinham feito o 1º sequenciamento, num procedimento que deve virar rotina para a epidemia. E a nova análise mostra que o patógeno do segundo caso é levemente diferente do primeiro. Pela análise, o primeiro tinha se assemelhado mais com vírus que haviam sido sequenciados na Alemanha. Já o segundo se aproxima mais de vírus sequenciados na Inglaterra. E ambos são diferentes das sequências chinesas.

Quatro pessoas que já tinham sido consideradas curadas da infecção pelo novo coronavírus voltaram a testar positivo para a doença semanas após receberem alta hospitalar e serem liberadas da quarentena. A descoberta, publicada em artigo na Journal of the Medical American Association (Jama) na última quinta-feira, 27, levanta algumas hipóteses preocupantes, como a de que a doença pode persistir mais tempo no organismo do que se imaginava. 

A companhia aérea Latam suspendeu, a partir desta segunda-feira, 2, seus voos entre São Paulo e Milão por causa da propagação do coronavírus e da queda de demanda por viagens para a Itália. A medida vale até 16 de abril, informou a empresa. O último voo de Milão para São Paulo deverá sair nesta segunda-feira, 2.

O Salão do Livro de Paris, principal feira do gênero na França e realizado anualmente na cidade, foi cancelado por causa das medidas adotadas pelo governo francês no sábado, 29, para evitar a disseminação do coronavírus. Já o Museu do Louvre, um dos principais pontos turísticos de Paris, voltou a ficar fechado nesta segunda-feira, 2, pelo segundo dia, porque os funcionários usaram de seu direito de não trabalhar em caso de perigo. Eles votaram unanimamente por não trabalhar.

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