Bolívia estuda atrasar relógios para combater gripe H1N1

Atraso dos relógios é demanda de associações de pais de família, devido às dificuldades nos horários escolares

Reuters

16 Junho 2009 | 12h14

LA PAZ - O governo da Bolívia estuda atrasar a hora local durante o inverno com o objetivo de evitar a disseminação da gripe sazonal e da nova forma de influenza H1N1, informou o ministro da Saúde, Ramiro Tapia, segundo veículos de comunicação locais.  

 

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Se a mudança for aplicada, a hora boliviana - historicamente inalterada a menos quatro horas do meridiano de Greenwich (GMT) - passaria a menos cinco horas durante o inverno que começará oficialmente no próximo domingo, 21 de junho.

Tapia não informou quanto tempo vai durar a mudança de horário nem se será excepcionalmente para este ano ou se ficará estabelecido indefinidamente.

O atraso dos relógios é uma demanda de associações de pais de família, diante das dificuldades provocadas por uma mudança de emergência nos horários escolares devido à gripe H1N1, que já registrou até agora nove casos na Bolívia.

"O horário mais frio acontece entre as seis e as oito da manhã, e atrasando uma hora acredito que todos vão ter a possibilidade de usar menos casacos", disse Tapia, ao explicar a proposta, segundo o jornal La Razón.

Ele acrescentou eu já propôs ao governo que a medida seja aprovada de imediato, com o argumento de que o Serviço Nacional de Meteorologia previu um inverno rigoroso, com temperaturas abaixo de zero nas madrugadas nos distritos andinos.

O vírus H1N1 já infectou mais de 37.000 pessoas no mundo e provou a morte de ao menos 165, segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na semana passada, a OMS elevou seu alerta de pandemia para a fase 6, o nível mais alto na escala existente, o que significa que o mundo vive uma epidemia global de influenza.

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