REUTERS/Adriano Machado
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Bolsonaro anuncia fechamento de fronteira com a Venezuela por coronavírus

Portaria que determina bloqueio será publicado nesta quarta, 18; circulação de mercadorias será mantida

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2020 | 18h58

BRASÍLIA – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 17, que o governo vai fechar a fronteira com a Venezuela. em função do avanço do coronavírus deve ser publicada nesta quarta-feira, 18, pelo governo. A decisão, segundo o presidente, será publicada no Diário Oficial da União desta quarta e se restringirá ao país comandado por Nicolás Maduro pois é o local "mais sensível"

Segundo Bolsonaro, porém, o fechamento de fronteira não deve impedir que imigrantes continuem entrando no País.  "Alguns acham a palavra fechar a fronteira é uma palavra mágica. Se tivéssemos o poder de fechar a fronteira não teríamos a entrada de drogas e armas no Brasil. Temos 17 mil quilômetros quadrados de fronteiras", afirmou o presidente. "Há uma certa histeria com isso tudo, como se fechar fronteira resolvesse o problema, alguns querem que a gente feche os aeroportos", disse.

O anúncio de Bolsonaro representa uma mudança de postura em relação ao tema. Nesta segunda, em entrevista, ele havia afirmado que não ver a medida como efetiva para conter a doença.

O presidente disse ainda que conversou com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, sobre a fronteira de Ponta Porã e a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero. Ele classificou as duas cidades como "gêmeas". "Não tem como você evitar o tráfego de pessoas ali", declarou Bolsonaro.

Transporte

O presidente também anunciou para amanhã reuniões para discutir possíveis medidas relacionadas ao transporte aéreo e terrestre. Ao ser questionado se o governo estuda alguma medida para a ajudar empresas, que ficarão sem passageiros por causa da redução na circulação de pessoas, ele disse que a questão está sendo analisada.

"O que a gente pensa aqui é que fica muito mais caro se você não colaborar (com o setor), porque demissões virão. E quando vêm demissões, todo mundo perde. O patrão tem que pagar encargos trabalhistas, pelo lado de cá, fica o seguro-desempreo. Nossa legislação é complexa", afirmou Bolsonaro.

Questionado sobre a possibilidade de o transporte público terrestre parar, Bolsonaro voltou a criticar governadores, dizendo considerar algumas medidas muito drásticas. "Se o Brasil parar, vai ser um caos. Vai morrer muito mais gente da economia que não anda do que do próprio coronavírus", afirmou Bolsonaro.

No Rio, o governador Wilson Witzel anunciou nesta terça-feira, 17, o governo fluminense suspendeu a circulação de ônibus interestadual com origem em Estado com circulação confirmada do coronavírus. Fica proibido por um período de 15 dias o uso de passe livre por estudantes. Além disso, ônibus, barcas, trens e metrô terão que reduzir o transporte de passageiros a 50% da capacidade de lotação.

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