Reprodução/Twitter
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Bolsonaro critica pedido da Anvisa para suspensão das viagens de cruzeiro

Cruzeiros vivem surto de covid-19 no País, com mais de 200 casos confirmados da doença. Temporada foi suspensa até 21 de janeiro por decisão das companhias

Matheus de Souza, Iander Porcella e Vinícius Alves, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2022 | 11h41

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 5, que lamenta a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para suspensão da temporada de cruzeiros no País após surtos de covid-19. A recomendação da Anvisa ainda está sob análise do governo federal, mas as companhias de cruzeiro decidiram suspender a operação temporariamente até o dia 21 de janeiro. 

Balanço divulgado pela Anvisa aponta que 222 casos de covid-19 foram confirmados em cinco cruzeiros que estavam em operação na costa brasileira. Se computados os casos registrados desde o início da temporada, em novembro, o número sobe para 829. Chegou ao porto do Rio nesta quarta-feira um navio com 33 casos confirmados da doença. 

Durante uma coletiva de imprensa no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após receber alta, Bolsonaro também disse que a pandemia “atrapalhou muito” seu governo. “Ficamos um ano e meio praticamente quase patinando. Mesmo assim, onde todo mundo esperava que iríamos perder 10% do PIB, perdemos 4%. Foi bastante, mas não se compara a grandes países. Nós conseguimos manter os empregos”, afirmou.

Bolsonaro disse que terminou o terceiro ano de seu governo com um saldo positivo de 3 milhões de novos empregos no País. “Isso é uma coisa fantástica. Quem sofreu no Brasil foi o informal, o cidadão pobre”, disse o presidente. “Eles foram obrigados a ficar em casa pelos governadores, eu não mandei fechar nada, essas pessoas foram jogadas à rua da amargura, demos auxílio emergencial o que evitou um desastre enorme”, acrescentou. 

As medidas restritivas adotadas por diferentes governos estaduais foram tomadas com respaldo de especialistas e seguiram orientações internacionais, como as previstas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As medidas, segundo os especialistas, foram importantes na tentativa de contenção da propagação da doença, mas foram criticadas pelo governo Bolsonaro desde o início da pandemia.

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