Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

Bolsonaro e Trump conversam sobre uso da hidroxicloroquina em casos do novo coronavírus

Uso do medicamento, que não tem eficiência comprovada cientificamente, é defendido pelos chefes de Estado

Marlla Sabino, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2020 | 12h10

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou, por meio de post nas redes sociais, que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta manhã, sobre o uso da hidroxicloroquina para tratamento de pacientes com covid-19, transmitida pelo novo coronavírus. O uso medicamento, que não tem eficiência comprovada cientificamente, é defendido pelos chefes de Estado.

Em postagem em sua conta no Facebook, Bolsonaro disse que houve uma troca de informações sobre o impacto do coronavírus e das experiências com o uso da medicação. Ainda, que reafirmam a solidariedade mútua entre os dois países. A ligação foi acompanhada pelo ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e pelo secretário especial de Assuntos Estratégicos, almirante Flávio Rocha.

Defensor do uso da medicação em casos mais graves da doença, Bolsonaro chegou a levar uma caixa de hidroxicloroquina para a reunião do G20 na última quinta-feira, 26. Também mandou que o Exército produza o remédio. Entretanto, em pronunciamento oficial nessa terça-feira, 31, Bolsonaro admitiu, pela primeira vez, que não existe vacina ou remédio para a doença, apesar de a hidroxicloroquina "parecer bastante eficaz".  

O medicamento também é usado nos Estados Unidos. Pelas redes sociais, Trump pediu o uso da combinação de hidroxicloroquina e azitromicina. Segundo ele, é uma chance de virar o jogo contra o novo coronavírus. Após as falas de Trump, algumas pessoas  se intoxicaram após se automedicarem com o fármaco.

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