Gabriela Biló/Estadão - 14/12/21
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Bolsonaro minimiza Ômicron e diz que variante pode sinalizar fim da pandemia

OMS alerta, porém, que não é possível descartar riscos da nova cepa do coronavírus; presidente voltou a criticar governadores por medidas de isolamento social

Iander Porcella, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2022 | 12h41

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro sugeriu nesta quarta-feira, 12, que a variante Ômicron do coronavírus, que tem provocado um aumento de infecções e da procura por testes de covid-19 no Brasil, é “bem-vinda” e pode sinalizar o fim da pandemia.  Dados apontam que a nova cepa do coronavírus tem causado menos mortes do que em outras ondas da crise sanitária, diante do cenário de vacinação mais alta, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que ainda é cedo para tratar a covid como uma doença endêmica.

"A Ômicron, que já espalhou pelo mundo todo, como as próprias pessoas que entendem de verdade dizem, ela tem uma capacidade de se difundir muito grande, mas de letalidade muito pequena", afirmou o chefe do Executivo, em entrevista ao site Gazeta Brasil, que o apoia. "Dizem até que seria um vírus vacinal. Algumas pessoas estudiosas e sérias e não vinculadas a farmacêuticas dizem que a Ômicron é bem-vinda e pode sim sinalizar o fim da pandemia", acrescentou. 

Bolsonaro também voltou a minimizar a pandemia. “A saúde no Brasil sempre foi um caos. Por que agora essa preocupação enorme com a covid? Você tem de ter com qualquer doença. Ficou uma doença politizada”, disse. 

Em entrevista veiculada nesta terça pela Jovem Pan, o presidente havia afirmado que haverá "caos" e "rebelião" se o País decretar lockdown neste ano por causa da piora da crise sanitária, diante do espalhamento da Ômicron. 

"O Brasil não resiste a um novo lockdown. Será o caos. Será uma rebelião, uma explosão de ações onde grupos vão defender o seu direito à sobrevivência. Não teremos Forças Armadas suficientes para a garantia da lei e da ordem", disse Bolsonaro, após criticar os governantes estaduais.

Diferentemente do "lockdown" que o presidente citou, contudo, foram tomadas apenas medidas localizadas de isolamento social e restrição de circulação de pessoas no Brasil. Estados têm adotado, por exemplo, restrições a eventos com grandes aglomerações. 

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