Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Bolsonaro quer reabrir escolas militares e cívico-militares na próxima semana

Retomada de aulas presenciais depende de decisão das Forças Armadas, de governadores e de prefeitos

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2020 | 21h29

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira, 20, que quer reabrir as escolas militares a partir da semana que vem. Ele conversou sobre o assunto com o governador Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, onde há uma escola do Exército, além de escolas cívico-militares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

"Conversamos da possibilidade de abrimos aqui, da minha parte, o colégio militar. Da parte dele (Ibaneis), o colégio da PM e dos Bombeiros, bem como as cívico-militares, a partir de segunda-feira. Talvez seja o primeiro gesto para nós voltarmos à normalidade no tocante aos estudos", disse Bolsonaro ao chegar ao Palácio da Alvorada.

A reabertura das escolas militares depende das Forças Armadas, mas as cívico-militares precisam de autorização dos governadores ou prefeitos para voltar a funcionar, porque são ligadas às redes públicas. São 13 escolas ligadas ao Exército, localizadas no Pará, em Minas Gerais, no Distrito Federal, no Paraná, no Ceará, no Amazonas, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e na Bahia. No Distrito Federal, há ainda 10 escolas cívico-militares, com mais de 14 mil alunos, além das unidades da PM e dos Bombeiros.

Questionado se esse movimento de abertura de escolas ocorreria em todo País, o presidente disse que é um primeiro passo e que os pais dos estudantes ainda estão com medo. Bolsonaro afirmou que vai conversar com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e com o ministro da Justiça, Sergio Moro, para que também a academia da Polícia Federal seja reaberta na próxima segunda-feira. 

Bolsonaro comentou ainda sobre as medidas de flexibilização adotadas pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). "Flexibilizou bastante", disse.  O governador decidiu flexibilizar a abertura de parte do comércio, mas determinou que toda a população do Estado só saia de casa usando máscaras. As medidas foram publicadas por meio de um decreto e passam a valer imediatamente. 

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