Adriano Machado/ Reuters
Adriano Machado/ Reuters

Bolsonaro reclama de 'efeitos colaterais' de máscaras contra a covid-19

Crítica foi feita no dia em que foram registradas 1582 mortes pelo coronavírus, o maior número em 24 horas desde o início da pandemia

Vinícius Valfré e Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2021 | 23h07

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro aproveitou a transmissão ao vivo nas redes sociais, nesta quinta-feira, 25, para criticar o que chamou de "efeitos colaterais" do uso de máscaras contra a covid-19. A crítica foi feita no dia em que foram registradas 1582 mortes pela covid-19, o maior número em 24 horas desde o início da pandemia.

"Começam a aparecer estudos aí, não vou entrar em detalhes, sobre o uso de máscaras. No primeiro momento, uma universidade alemã fala que elas são prejudiciais a crianças", disse ele.

Em seguida, passou a ler em uma folha de papel sintomas que teriam sido apontados no estudo mencionado. Entre eles, irritabilidade, dificuldade de concentração, diminuição da percepção de felicidade, recusa de ir para escola, vertigem e desânimo. "Então, começam a aparecer os efeitos colaterais das máscaras".

O presidente não mencionou a capacidade de a proteção facial reduzir a circulação do novo coronavírus. Ele não costuma usar máscaras em agendas públicas. Na transmissão, o presidente afirmou ter a própria opinião sobre o uso da cobertura facial e disse aguardar um “estudo mais aprofundado por parte de pessoas competentes”. 

Desde meados do ano passado, a Organização Mundial da Saúde recomenda o uso de máscaras para conter o avanço do novo coronavírus, principalmente em situações em que não é possível manter o distanciamento social. 

Em dezembro, a entidade reiterou a orientação para uso da proteção e desencorajou o uso de máscaras com válvulas porque esse tipo de objeto permite que o ar escape sem ser filtrado.

Na Alemanha, desde janeiro, regras para uso de máscaras foram endurecidas. O País passou a banir proteções caseiras em locais públicos e a exigir coberturas cirúrgicas, mais eficientes contra a disseminação de variantes mais perigosas do vírus. A mesma medida preventiva tem sido seguido por outros países da Europa. 

Na transmissão, Jair Bolsonaro também não fez referência à marca de 250 mortes no Brasil provocadas pelo novo coronavírus, nem às novas etapas do plano de imunização.

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