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Depois de dizer que covid era “gripezinha”, Bolsonaro se solidariza com quem perdeu entes queridos

Em pronunciamento nesta véspera de Natal, presidente rebate críticas ao afirmar que adotou medidas para preservar a vida e os empregos

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2020 | 20h59

BRASÍLIA - Após chamar o novo coronavírus de "gripezinha" e minimizar os impactos da doença ao longo do ano, o presidente Jair Bolsonaro gravou um pronunciamento na véspera do Natal se solidarizando com as famílias que perderam entes queridos neste ano.

No discurso, gravado ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o chefe do Planalto procurou dizer que o governo federal agiu em duas frentes, na economia e na saúde, para salvar vidas e empregos. O pronunciamento foi transmitido em uma cadeia nacional de rádio e TV, nesta quarta-feira, 24.

"Nessa ocasião, solidarizo-me, particularmente, com as famílias que perderam seus entes queridos neste ano... Externo meus sentimentos, pedindo a Deus que conforte os corações de todos", afirmou Bolsonaro. O presidente também expressou agradecimento e reconhecimento aos profissionais de saúde, "que continuaram exercendo suas atribuições."

O Brasil registrou até este dia 24 190.032 mortes causadas pela covid-19 desde o início da pandemia, em meio a 7.424.430 casos confirmados. Os dados são reunidos pelo consórcio de veículos de comunicação a partir dos registros das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio é formado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL.

Em relação às ações do governo na crise, Bolsonaro destacou o pagamento do auxílio emergencial, o financiamento a micro e pequenas empresas e a medida que compensou parte da redução de salários em empresas. Também citou os recursos financeiros repassados a Estados e municípios. "Nossos esforços sempre tiveram como foco principal a preservação da vida e de empregos, pois saúde e economia caminham juntas, lado a lado."

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