Marcos Corrrea/PR
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'Meu ministro da Saúde já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final', diz Bolsonaro

Presidente afirmou que a imunização contra covid-19 não será compulsória, mas será oferecida gratuitamente pelo governo; Bolsonaro também disse que tem governador que está se 'intitulando o médico do Brasil'

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2020 | 10h57

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar nesta segunda-feira, 19,  que uma possível vacina contra a covid-19 não será obrigatória. Sem citar diretamente o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Bolsonaro disse que tem "governador que está se intitulando o médico do Brasil".

O chefe do Executivo citou que o próprio ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a imunização não será compulsória, apesar de ser oferecida gratuitamente pelo governo.

"A lei é bem clara e quem define isso é o Ministério da Saúde. O meu ministro da Saúde já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final", disse para apoiadores nesta manhã na saída do Palácio da Alvorada.

Na última sexta-feira, 16, Bolsonaro já havia sinalizado que o governo não iria obrigar a população a se vacinar. A declaração via redes sociais ocorreu no mesmo dia em que o governador de São Paulo disse que a imunização seria obrigatória no Estado

"Outra coisa, tem um governador que está se intitulando o médico do Brasil dizendo que ela (vacina) será obrigatória, e não será",  disse o presidente hoje, sem citar Doria diretamente.  

"Da nossa parte, quando estiver em condições, depois de aprovada pelo Ministério da Saúde, com comprovação científica e validada pela Anvisa, aí ofereceremos ao Brasil de forma gratuita. Mas repito, não será obrigatória", acrescentou. O chefe do Executivo opinou ainda que uma vacina estrangeira deve primeiro ser aplicada em massa no seu País de origem para depois ser oferecida a demais países.

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