Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS
Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS

Em novo recorde, Brasil registra 407 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas

Com 3.735 novos casos confirmados da covid-19 de ontem para hoje, país também atingiu sua maior marca de contaminações em um dia.

André Borges e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2020 | 17h15

BRASÍLIA - O Brasil registrou nesta quinta-feira, 23, um novo recorde no número de mortes por covid-19. Os números consolidados pelo Ministério da Saúde apontam que 407 pessoas morreram da doença nas últimas 24 horas. O maior número de mortes registradas em todo o País em um único dia era 217 óbitos.

O número de casos de contaminações em 24 horas também atingiu o seu pico, chegando a 3.735 confirmações de covid-19. O maior volume registrado em apenas um dia até agora tinha sido de 3.257 contaminações.

São Paulo, que segue como o maio alvo de contaminações e mortes pela covid-19 no País, atingiu 16.740 casos confirmados e 1.345 mortos nesta quinta-feira. Rio de Janeiro tem o segundo quadro mais crítico, com 6.172 casos e 530 óbitos ao todo. No Ceará, foram registrados 4.598 casos e 266 mortes, seguido por Pernambuco (3.519 casos e 312 mortes) e Amazonas (2.888 contaminações e 234 óbitos).

É importante ressaltar ainda que esses números não incluem as subnotificações, ou seja, pessoas que morreram nos últimos dias com os mesmos sintomas causados pelo novo coronavírus, mas que não tiveram a causa da morte investigada ou concluída até o momento.

Há uma tendência de que novos recordes ocorram nos próximos dias, dado o aumento do número de testes de contaminação realizados pelos órgãos de saúde, além do próprio avanço da doença, que tem se alastrado rapidamente.

Com os dados desta quinta-feira, o Brasil soma 3.313 mortos e 49.492 casos oficialmente confirmados da doença. A curva no crescimento de óbitos e de novos pacientes acompanha uma tendência já verificada pelo Ministério da Saúde, que hoje aponta os meses de maio e junho como o pico da doença em boa parte dos Estados do País.

Ao comentar o crescimento de casos, o ministro Nelson Teich disse que ainda não é possível interpretar se os dados mostram avanço da doença ou de diagnósticos médicos. “A gente não sabe se isso aí representa um esforço de fechar diagnóstico ou linha de tendência de aumento. Todo dia a gente avalia e, a partir dos dados novos, avalia as próximas ações”, comentou.

Sem dar detalhes, Teich disse que “o foco agora é a gente ter ações”. “Estamos focados em fazer com que isso aconteça da forma mais rápido possível”, afirmou, sem esclarecer sobre o que estava falando, em termos práticos.

O ministro afirmou que o governo vai receber 10 milhões de testes, mas não citou em quanto tempo. Disse que esse tipo de insumo precisa de “refrigeração específica” e de um plano de logística para distribuição aos Estados, principalmente aqueles com necessidades mais urgentes, como o Amazonas, que está recebendo apoio da Força Nacional do SUS. 

Teich disse que o governo habilitou 1.134 novos leitos de UTI pelo Brasil, o que demandará investimentos de R$ 163 milhões pelos próximos 90 dias.

 

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